O Homem sem Mim
SINOPSE
João é conduzido pela vida por Carminho, sua esposa e alicerce, que é surpreendida por uma versão passada do marido a cada novo dia. A vida com filhos e netos e as relações com antigos amigos também fazem parte do tecido afetivo abalado pela consciência intermitente de João, cuja cisão entre sujeito e corpo é a pedra de toque de O Homem sem Mim, história de um amor desafiado pelo tempo e pela memória.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789893571163 |
| Editor: | Editora Nós |
| Data de Lançamento: | julho de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 127 x 189 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 112 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789893571163 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Beleza concentrada
Raquel Coelho
Um pequeno livro, em que o narrador fala na primeira pessoa sobre a sua condição de pessoa com Alzheimer. Precioso!
Um livro precioso e essencial
Belisa Nogueira
"O homem sem mim" é um livro precioso e essencial. João, o narrador, sofre de Alzheimer e vai narrando um dia após o outro. Dia seguinte, dia seguinte, dia seguinte, ... Dia último. O leitor é brindado com uma prosa poética, cheia de sensibilidade, onde o amor, a amizade e a compreensão têm os papéis mais relevantes. "Sou a névoa, ergo-me em grãos de poeira que foram pele. Sou a peça passada de um homem translúcido. Sou a poesia de um homem de pó."
5 *
Bárbara Tomé
O Homem sem Mim, de Rute Simões Ribeiro, uma autora portuguesa que se tornou uma das minhas preferidas foi uma leitura incrível que fiz neste início de ano. Esta narrativa apresenta-nos João, que nos fala na primeira pessoa. Desde logo, percebemos que a névoa que o envolve é uma dessas doenças que nos aprisionam dentro do nosso corpo: a demência. Carpinteiro septuagenário, João, às vezes, tem apenas 47 anos. A sua esposa, Carminho, é o seu porto seguro, mesmo quando ele não se sente seguro para atracar. Este pequeno livro leva-nos numa viagem ao abismo da consciência e da memória, que é tudo o que somos. Para mim, que perdi a minha mãe muito jovem para esta doença, este livro foi muito especial, e a Rute conseguiu pôr no papel sentimentos quase inexprimíveis. Ver partir todos os dias quem queríamos que fosse eterno é uma brutalidade inexplicável, e, na personagem da Carminho, a autora consegue aproximar-nos desse sofrimento. O olhar de João, o seu pensamento nebuloso, as suas reações e os seus medos lembraram-me muito a minha mãe e são um mote à reflexão sobre a nossa fragilidade e sobre o luto de nós mesmos. Leiam.
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