O Homem que Via Passar os Comboios

de Georges Simenon
Editor: Relógio D'Água, maio de 2017 ‧
O livro narra a brusca descida ao universo do crime de Kees Popinga, depois de o patrão lhe ter anunciado a sua ruína.
Kees vai vingar-se e tornar-se um outro homem.
Aproveitando a ausência de sinais particulares, rompe com a sua vida medíocre, mergulhando no mundo do crime.

O Homem que Via Passar os Comboios

de Georges Simenon

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896417277
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: maio de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 234 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 9789896417277

Um crime a caminho de ser perfeito...

Pedro

Simenon é um mestre da narrativa. As palavras certas num ritmo constante nesta obra onde se traça o percurso para um crime e de um nascimento de um criminoso.

"(...) Só dependia dele tornar-se outra coisa, mas então seria preciso ter começado mais cedo, e principalmente de outra maneira..."

Ana

O homem que via passar os comboios" tem tudo o que um grande livro deve ter: emoção, ritmo narrativo, ausência de descrições ou assuntos inúteis ou laterais, correcção na escrita, objectividade e aquele toque de bom humor que nos deixa a sorrir durante a maior parte da leitura. Simenon, enquanto narrador, tem uma forma curiosa de abordar a sua história, sempre numa perspectiva cínica e caricata, auxiliado pela sua omnisciência, num estilo popularizado por autores como Saramago e que torna a leitura bastante mais interessante. Para além disso, Popinga é uma personagem maravilhosa, pela sua profundidade e, sobretudo, pela evolução de que é alvo, com as várias personalidades que adopta e as suas motivações sempre tão racionais, mesmo quando é perseguido como um psicopata; com um carisma muito próprio, o protagonista é mesmo o melhor do romance. O anti-herói desta narrativa é o principal responsável pela mensagem passada no livro, em que se reflecte sobre a forma como cada pessoa assume uma personagem para interagir na sociedade, não existindo uma verdadeira personalidade para cada um, antes uma mega-farsa onde todos fazem o seu papel, voluntaria ou involuntariamente.

SOBRE O AUTOR

Georges Simenon

Georges Simenon (Liège, 1903 - Lausanne, 1989) começou a sua carreira como repórter e autor de romances populares, que assinava sob vários pseudónimos. Em 1931, escrevendo pela primeira vez em nome próprio, publicou Pietr-le-letton, que apresentou aos leitores o célebre comissário da polícia parisiense Jules Maigret, personagem que revisitaria em romances e contos ao longo das quatro décadas seguintes, ao mesmo tempo que o conjunto mais vasto da sua obra, composto em especial por criações literárias que o autor apelidaria de romans durs - romances duros, porque de escrita exigente -, forjava a sua reputação como um dos escritores essenciais do século XX. Traduzidos em mais de cinquenta línguas, lidos por várias gerações, os romans durs inspiraram dezenas de adaptações ao cinema por realizadores como Jean Renoir, Michel Audiard, Claude Chabrol ou Béla Tarr, e constituem um dos corpus literários mais notáveis e duradouros do cânone ocidental.

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