O Grito dos Pássaros Loucos
SINOPSE
A amargura da despedida e o doce aroma do café e do ilangue-ilangue fundem-se numa última ronda pelas ruas vibrantes da cidade - em bordéis e bares, cinemas e praças -, onde só uma pergunta ecoa: o exílio ou a morte?
Romance sobre o desenraizamento, é também a história de um protagonista que, sob o signo de Antígona, reclama a liberdade de viver segundo a sua consciência e as suas paixões, sonhando com horizontes mais vastos do que «os universos estreitos e os céus baixos da ditadura».
CRÍTICAS
«Um dos livros mais importantes deste autor haitiano.»
Amin Maalouf
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726084235 |
| Editor: | Antígona |
| Data de Lançamento: | novembro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 135 x 210 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 308 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789726084235 |
OPINIÃO DOS LEITORES
ESCAPAR DO INFERNO HAITIANO
LUÍSA COSTA MACEDO
O GRITO DOS PÁSSAROS LOUCOS, DANY LAFERRIÈRE Eros e Thanatos, o instinto de sobrevivência e o confronto cara a cara com a morte nas poucas horas alucinantes que antecedem à fuga de Ossos Velhos de um país que caíra há muito nas garras infernais da ditadura de Duvalier. Uma narrativa que conta a história do próprio autor enquanto jovem jornalista e revela a vida em Port-au-Prince num Haiti dos anos 70. Uma escrita que tem tanto de poética como de brutal, onde as tradições de um povo sufocado pela miséria e pela violência de uma ditadura de duas gerações nos vão sendo contadas levando-nos a entrar num vórtice de onde é difícil sair sem ficarmos marcados. Entre a doçura das memórias olfativas, de sons e de paladares fortes tal como as amizades, vai-nos sendo revelada a personalidade de um povo, a memória da história e suas heranças, o vodu, a magia, a topografia de uma capital, o racismo, a violência, a tortura, a desigualdade social e a traição. O nosso personagem, colunista de âmbito cultural num semanário, que sempre tentara viver à margem da política, vê-se confrontado com a obrigação de tomada de posição após a morte do seu melhor amigo, onde a cobardia assumida de uma fuga para o exilio se apresenta como a única porta para a sobrevivência. Uma longa noite que nos faz mergulhar na fervilhante vida e na história recente do Haiti. LCM “Aqui, em 1 de Junho de 1976, um jovem haitiano de vinte e três anos conseguiu sair desta balbúrdia para ousar pensar por si próprio. Nasceu um indivíduo. Estou completamente siderado.”
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