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O Grito dos Pássaros Loucos

de Dany Laferrière
Editor: Antígona, novembro de 2022 ‧
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1976, Haiti. O Grito dos Pássaros Loucos (2000) narra o dia em que um mundo desaba e uma vida muda para sempre: as derradeiras horas de Ossos Velhos - alter ego de Dany Laferrière - em Port-au-Prince, antes de partir para o exílio no Canadá, e na sequência do assassínio do seu maior amigo pelas milícias do ditador Duvalier.

A amargura da despedida e o doce aroma do café e do ilangue-ilangue fundem-se numa última ronda pelas ruas vibrantes da cidade - em bordéis e bares, cinemas e praças -, onde só uma pergunta ecoa: o exílio ou a morte?

Romance sobre o desenraizamento, é também a história de um protagonista que, sob o signo de Antígona, reclama a liberdade de viver segundo a sua consciência e as suas paixões, sonhando com horizontes mais vastos do que «os universos estreitos e os céus baixos da ditadura».

«Um dos livros mais importantes deste autor haitiano.»
Amin Maalouf

O Grito dos Pássaros Loucos

de Dany Laferrière

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726084235
Editor: Antígona
Data de Lançamento: novembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 210 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 308
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726084235

ESCAPAR DO INFERNO HAITIANO

LUÍSA COSTA MACEDO

O GRITO DOS PÁSSAROS LOUCOS, DANY LAFERRIÈRE Eros e Thanatos, o instinto de sobrevivência e o confronto cara a cara com a morte nas poucas horas alucinantes que antecedem à fuga de Ossos Velhos de um país que caíra há muito nas garras infernais da ditadura de Duvalier. Uma narrativa que conta a história do próprio autor enquanto jovem jornalista e revela a vida em Port-au-Prince num Haiti dos anos 70. Uma escrita que tem tanto de poética como de brutal, onde as tradições de um povo sufocado pela miséria e pela violência de uma ditadura de duas gerações nos vão sendo contadas levando-nos a entrar num vórtice de onde é difícil sair sem ficarmos marcados. Entre a doçura das memórias olfativas, de sons e de paladares fortes tal como as amizades, vai-nos sendo revelada a personalidade de um povo, a memória da história e suas heranças, o vodu, a magia, a topografia de uma capital, o racismo, a violência, a tortura, a desigualdade social e a traição. O nosso personagem, colunista de âmbito cultural num semanário, que sempre tentara viver à margem da política, vê-se confrontado com a obrigação de tomada de posição após a morte do seu melhor amigo, onde a cobardia assumida de uma fuga para o exilio se apresenta como a única porta para a sobrevivência. Uma longa noite que nos faz mergulhar na fervilhante vida e na história recente do Haiti. LCM “Aqui, em 1 de Junho de 1976, um jovem haitiano de vinte e três anos conseguiu sair desta balbúrdia para ousar pensar por si próprio. Nasceu um indivíduo. Estou completamente siderado.”

SOBRE O AUTOR

Dany Laferrière

Dany Laferrière (Haiti, n. 1953), inédito em Portugal, começou a carreira como jornalista em Port-au-Prince. Num país nas garras do ditador Baby Doc, o exílio tornou-se rapidamente um assunto de família: filho de um exilado político, e na lista negra das milícias, fixou-se no Canadá em 1976, depois do assassínio de Gasner Raymond, seu colega e amigo. Membro da Academia Francesa desde 2013, vencedor de um Prémio Médicis em 2009, é hoje um dos pilares da francofonia e um dos maiores vultos literários do Quebeque. É autor de 26 obras – inúmeros romances e livros de crónicas, traduzidos em mais de quinze línguas – que se repartem entre as suas vivências no Haiti e as experiências na América do Norte, entre os quais, Pays sans chapeau (1996), L’Énigme du retour (2009) e L’Art presque perdu de ne rien faire (2011).

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