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O General Spínola e a Guiné

Contra os ventos da história

de Carlos Santos Pereira
Editor: Edições Colibri, abril de 2024 ‧
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«A descolonização foi o nó górdio de Spínola que ele não soube desatar, nem cortar. Hoje é possível compreender a falha de Spínola enquanto político pós 25 de Abril. Em 1961, com o início da guerra em Angola, Spínola entendeu que o destino do regime se jogava em África, por isso se ofereceu para comandar uma unidade nessa guerra e aí ganhar uma legitimidade que lhe assegurasse um lugar na História. Julgou tê-lo conseguido com o seu desempenho enquanto Governador e Comandante-chefe na Guiné. Julgou também que África e a descolonização eram o tema central das preocupações dos portugueses e os seus fiéis assessores ajudaram a criar e a manter essa convicção, mesmo após o 25 de Abril. Na realidade, a preocupação dos portugueses não era a posse das colónias, mas a guerra. A preocupação dos portugueses não era África, mas Portugal, a sua vida em Portugal.»
Carlos de Matos Gomes

O General Spínola e a Guiné

Contra os ventos da história

de Carlos Santos Pereira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895663941
Editor: Edições Colibri
Data de Lançamento: abril de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 234 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 270
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789895663941

SOBRE O AUTOR

Carlos Santos Pereira

Carlos Santos Pereira, nascido em 1950 na Amadora, estudou História na Faculdade de Letras de Lisboa, onde teve como professor o padre Manuel Antunes, que muito admirava. Outrossim ocorreu com o professor António Borges Coelho. Tinha ele mesmo um inquestionável talento para escrever – e para pensar. Além da licenciatura, fez mestrado em História Contemporânea na Universidade Nova. Veio do Expresso para fundar o Público ao tempo em que pululavam as rádios, estavam prestes a surgir as televisões privadas e o grande salto digital se iniciava. A rádio solicitava-o com frequência para fazer comentários, designadamente quando a crise jugoslava eclodiu, e ele respondia prontamente a todos, fosse uma pequena rádio local ou a TSF. Tendo deixado o Público no Verão de 1991, trabalhou para o Diário de Notícias e iniciou uma experiência nova que foi juntar-se à equipa do Jornal 2 da RTP2, bem como ir em reportagem televisiva, com peças diárias e trabalhos de maior fôlego para O Lugar da História, também na RTP2. Ao tempo os meios técnicos eram pesados, morosos, algo desesperantes para quem se habituara a usar um bloco de notas e deslocar-se pelos seus meios, incluindo na sua mota, companheira muito estimada. Veio também a escrever para a agência Lusa e para o Le Monde Diplomatique editado em português. Foi colaborador assíduo do Instituto de Defesa Nacional.

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