O Fantasma de Canterville

de Oscar Wilde
Editor: Colares Editora, fevereiro de 2014 ‧
"Logo que o diplomata americano Hiram B. Otis comprou o Castelo de Canterville, toda a gente lhe garantiu que cometia uma grande asneira, pois não havia dúvida que se tratava de uma casa assombrada. O próprio lorde Canterville, pessoa extremamente escrupulosa, sentira o dever de prevenir o comprador na ocasião em fechar o o negócio." A pretexto de uma história fantástica o autor critica a mutação das sociedades inglesa e norte-americana. A família Otis representava as novas características de uma sociedade industrial com uma mentalidade excessivamente prática. Oscar Wilde considera-os "pessoas que estavam num nível inferior e materialista da existência, incapazes de apreciar o simbólico ou de apreenderem os fenómenos sobrenaturais". É assim que o fantasma de perseguidor passa a perseguido. Consegue resgatar a paz, graças à atenção e à bondade de Virgínia Otis, a qual reconhecida considera que lhe deve "o conhecimento do que era a vida, o que significa a morte e como o amor é superior a todos as coisas".

O Fantasma de Canterville

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727821518
Editor: Colares Editora
Data de Lançamento: fevereiro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 233 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Fantástica
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura Fantástica
EAN: 9789727821518

Uma divertida lição de vida

Maribel C.

O grande escritor inglês leva-nos, com alguns divertimento, a pensar em temas como o amor, a vida, a morte, a sociedade em que vivemos. Este e os outros contos desta obra constituem uma leitura agradável e lúdica, mas com sentido.

4 bons contos

Pedro Xavier

Este livro é composto por 4 contos incluindo o mais extenso deles, O Fantasma de Canterville, que dá nome a esta edição. Este conto é bastante interessante pela forma paradigmática e sem desprezar algum divertimento com que aborda o tema.

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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