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O Drama de Magalhães e a Volta ao Mundo sem Querer

Seguido de Um Museu dos Descobrimentos: Porque Não?

de Luís Filipe F. R. Thomaz
Editor: Gradiva, novembro de 2018 ‧
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Fernão de Magalhães é, e a justo título, o mais conhecido e celebrado navegador da história universal. O seu nome está ligado a uma façanha inédita — a circum-navegação do Globo terrestre (1519-1522) — que, por ironia do destino, apenas teve lugar porque ele pereceu no decurso da viagem que planeara. Foi praticamente em desespero de causa que a nau Victoria (uma das duas que restavam das cinco partidas de Sanlúcar de Barrameda a 19 de Setembro de 1519) se decidiu a empreender a jornada de regresso, de Maluco a Espanha, pela rota portuguesa do Cabo, transformando assim em volta ao Mundo o que se previa ser uma viagem de ida e volta pelo Pacífico.

O mérito de Magalhães está, por um lado, em ter descoberto uma das passagens que ligam o Atlântico ao Pacífico, provando assim a circum-navegabilidade da Terra; mas está sobretudo em ter intuído que o regime de ventos daquele oceano — a que chamou Pacífico por o ter encontrado calmo ao nele entrar — devia ser idêntico ao do Atlântico, o que lhe permitiu escolher a rota certa e assim atravessar à primeira tentativa a sua imensidão, até aí inexplorada.

O Drama de Magalhães e a Volta ao Mundo sem Querer

Seguido de Um Museu dos Descobrimentos: Porque Não?

de Luís Filipe F. R. Thomaz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896168599
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: novembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 233 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Coleção: Trajectos Portugueses
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896168599

Excelente síntese

AO

Altamente recomendável. Rigoroso e sério, sem patranhas nacionalistas de glórias pátrias perdidas. Estudo de ponta sobre a viagem de Magalhães

SOBRE O AUTOR

Luís Filipe F. R. Thomaz

Luís Filipe Thomaz nasceu em 1942. Licenciado em História, foi docente na Faculdade de Letras e na Universidade Nova de Lisboa. Graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian, frequentou em Paris a École Pratique des Hautes Études, a École des Hautes Études en Sciences Sociales, o Institut National des Langues et Civilisations Orientales, a Universidade de Paris III e o Institut Catholique. Depois da aposentação da função pública transitou para a Universidade Católica Portuguesa, onde organizou o Instituto de Estudos Orientais, de que foi diretor de 2002 a 2011, após o que se dedicou apenas à investigação. A versão francesa da obra A Expansão Portuguesa recebera em 2019 o Prémio Auguste Logerot da Sociedade de Geografia de Paris. Quando abandonou a docência, recebeu a tonsura e o hábito monástico, tendo recebido na profissão monástica o nome de Jerónimo; e foi ordenado diácono para serviço da paróquia ortodoxa moldava de S. João Crisóstomo em Cascais. Está encarregue de traduzir do grego em português os principais textos da liturgia bizantina.

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