O Demónio do Movimento

de Stefan Grabinski
Editor: Cavalo de Ferro, abril de 2003 ‧
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Este livro de contos, todos eles passados nas grandes locomotivas que atravessavam a Europa em inícios do século XX, são um claro exemplo da qualidade e originalidade de escrita de Stefan Grabinski. Cada conto desta obra explora a influência que o movimento e a velocidade artificiais (entenda-se criados pelo Homem) têm nas mais diversas personagens. Seguindo um pouco aquela corrente médica do século XIX que avisava que a velocidade excessiva de certos veículos modernos podia trazer várias e graves doenças, os contos de Grabinski falam-nos de homens e mulheres comuns que se transformam quando viajam num comboio. Estes são contos humorísticos, contos fantásticos, contos policiais, contos eróticos, contos de terror mas sobretudo contos sobre a poesia da velocidade e do movimento.

"15 contos que têm em comum o fascínio pelos comboios, e tudo o que lhes está associado, como as estações. Num meio caracterizado pelo movimento frenético, deslocam-se personagens quase sempre presas a obsessões ferroviárias - reveladoras de um modo de viver em que a velocidade era uma novidade no inicio do século. O incómodo associado a essa rapidez não se perdeu, apenas foi transporto dos caminhos de ferro para as auto-estradas da informação; daí, em parte, a revalorização do autor."
José Prata, in O Independente

O Demónio do Movimento

de Stefan Grabinski

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728791117
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 210 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789728791117
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Stefan Grabinski

Stefan Grabinski é um escritor maldito que poucos polacos conhecem. Nascido em 1887 começou desde muito jovem a escrever contos fantásticos entusiasticamente recebidos pela crítica, mas ignorados pelo público em geral. Os seus contos foram largamente influenciados pelo conceito bergsoniano de élan vital, a força ou energia espiritual que subjaz ao mundo sensível e influencia a matéria que Grabinski aliou às teorias sobre movimento e velocidade de Newton e Einstein e à filosofia de Maeterlinck. Foi esse élan vital que acrescentou à sua escrita os traços de modernidade que fizeram dele um dos pioneiros do modernismo na Polónia e na literatura mundial. Autor de inúmeros contos espalhados por livros e revistas, e de seis romances, Stefan Grabinski morreu em 1936 esquecido pela crítica e ignorado, como sempre fora, pelo público, que o achava demasiado estranho. Só muito recentemente a crítica nacional e internacional tem reconhecido o seu papel decisivo e a qualidade de um dos pioneiros europeus do modernismo.

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