O Cultivo de Flores de Plástico
SINOPSE
Os direitos de autor desta obra revertem na totalidade para a associação CASA - Centro de Apoio ao Sem-Abrigo.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896721879 |
| Editor: | Alfaguara Portugal |
| Data de Lançamento: | julho de 2013 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 138 x 210 x 2 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 104 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
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Arte
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Artes de Palco
Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias Livros em Português > Literatura > Romance Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra) |
| EAN: | 9789896721879 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Adoro a escrita de Afonso Cruz! Leitura maravilhosa!
Bruno Vaz
Adoro ler os livros de Afonso Cruz. Adoro a forma que ele tem em ver o mundo. Adoro a forma como ele descreve de forma nua, crua, e critica as formas actuais de viver... a indiferença para com o próximo, a ganância, a traição, o desprezo, e todas as maldades que a sociedade actual se habituou a ver nascer e crescer. Este livro é pequeno, 100 páginas que se consegue terminar num ápice. São 100 páginas de diálogo entre pessoas sem-abrigo, no entanto, mais uma vez se pode encontrar passagens maravilhosas e cheias de sentimento: "Andamos a regar flores de plástico, é isso que fazemos. Temos coisas que não sevem para nada. É tudo plástico. E nós regamos essas flores e esperamos que cheirem a coisas boas. Mas é plástico. Temos coisas, em vez de tentar-mos ser felizes, substituímos a vida por plástico, a felicidade por plástico e o próprio plástico por plástico. Trabalhamos para regar uma vida destas." "Tem um objectivo, blya. Não é mau. Mas o mais díficil na vida não é ter um objectivo, é arranjar um que seja credível e possível de ser seguido." "A pensar em nós, ninguém faz campanhas contra o abandono. Somos apenas seres humanos." "Faço coisas pequenas, pequenas bondades, não é preciso ser Deus, basta fazer pequenas coisas e elas crescem e um dia alastrar-se-ão pelo mundo como uma daquelas pragas medievais. Estou a infestar o mundo com estas sementes. A plantar Deus. Como não existe, faço o que Ele deveria fazer. Vais ver que, daqui a uns tempos, o deserto em que vivemos é uma floresta, cheia de água a correr e leite e mel e vamos todos envelhecer de bondade e morrer de bondade e adoecer de bondade. E vamos ser todos felizes com tanta bondade." Não dei a avaliação de 5 estrelas porque me soube a pouco. As 100 páginas deixaram-me um doce amargo que não ficou saciado.
Muito bom
Ilda Queirós
Foi o primeiro livro que li deste autor e adorei. O humor é fantástico a linguagem simples e direta, com poucas palavras diz tudo. É difícil não sentir e ver a realidade das palavras, o lado bom e mau do ser humano descrito com tanta simplicidade. Fica a vontade de ler mais obras dele, foi muito bom encontrar mais um grande autor português. Parabéns por esta obra e pelo gesto que ela significa para a associação CASA (Centro de Apoio ao Sem-Abrigo).
Fabuloso
Carla
Um livro muito bonito, bonito mesmo! Um livro que ajuda a refletir sobre a vida e o que se passa à nossa volta. Adoro o humor do autor.
Flores de plástico, Mundo de cartão.
Cláudia Almendra
Á semelhança de uma passagem do livro, que aqui não irei transcrever, e que é, de longe, uma das melhores que li até hoje, direi o seguinte: ler este livro é como sentir um terremoto de 3,5 na escala de Richter. Dirão: 3,5 é pouco. Pois é, mas para um livro é muito!!! Afonso Cruz, como já nos tem habituado: ao melhor dos melhores.
Crítica voraz à sociedade contemporânea
Jorge Navarro
"O cultivo de flores de plástico" é a mais recente aposta de Afonso Cruz que nos presenteia com uma peça de teatro subordinada ao tema dos sem-abrigo. A peça conta com o Jorge, a Lili, o russo couraçado Korzhev e a senhora de fato que, com os demais, passou a partilhar a rua e o céu na tentativa de fazer parte de um grupo. Independentemente da nacionalidade, as dificuldades da vida arrastaram estas quatro pessoas para a rua, quer por terem perdido o emprego, quer por terem sido excluídos da família, por doença ou mesmo por todas as razões anteriormente mencionadas. Estes personagens poderiam ser qualquer os muitos sem-abrigo com que nos cruzamos nas cidades e, infelizmente, trata-se de uma realidade cada vez mais frequente. Pessoas de carne e osso, por vezes com estudos, experiência de vida, nalguns casos já tiveram boas condições de vida, mas acabaram nas ruas privadas de conforto e da família perdendo, em muitos casos, a esperança e a capacidade de sonhar com uma vida melhor. Ao longo da peça são inúmeros os momentos que nos levam a refletir e a reconsiderar a forma como se organiza a sociedade contemporânea. É a consciência de perda da estabilidade económica de cada um dos personagens que põe em confronto duas realidades distintas (ter ou não ter um lar) e através de pequenos exemplos, pequenas histórias, que chegam a ser cómicas, somos conduzidos a questionar o que é verdadeiramente importante nas nossas vidas. É-nos igualmente contado através de um dos diálogos a não-aceitação da senhora de fato face à sua nova realidade fingindo ser uma jornalista que estaria com o grupo no intuito de realizar uma reportagem sobre os sem-abrigo. A não-aceitação da sua condição de sem abrigo conduziu esta personagem ao suicídio. A crítica à sociedade de consumo é mordaz na medida em que o ter assume uma importância tal na vida das pessoas ao ponto de as nossas vidas se terem transformado em flores artificiais, de plástico, como o dinheiro que tudo compra menos o essencial (generalizando, claro). “Andamos a regar flores de plástico, é isso que fazemos. Temos coisas que não servem para nada. É tudo plástico. E nós regamos essas flores e esperamos que cheirem a coisas boas. Mas é plástico. Temos coisas, em vez de tentarmos ser felizes, substituímos a vida por plástico, a felicidade por plástico e o próprio plástico por plástico. Trabalhamos para regar uma vida destas.” (pp. 53-54) Outro dos aspetos que não escapou ao autor foi o olhar como todos nós, regra geral, encaramos os sem-abrigo, ou melhor, não os encaramos, agimos como se os sem-abrigo não estivessem ali, agimos como se fossem invisíveis, como tivessem perdido toda a sua humanidade. O ignorar, o não querer ver, são de facto formas de ignorarmos um problema que é nosso, que é de todos. “No fundo é isso. Ninguém nos vê. Somos invisíveis. A miséria é uma poção de invisibilidade. Quando as roupas ficam rotas, quando estendemos uma mão, puf, desaparecemos. Somos as pombas dos ilusionistas. Isto dava para um negócio, dava para ganhar a vida com os turistas. Levava-os a ver fantasmas numa cidade assombrada. Levava-os a verem-nos.” (pp. 33-34) Moralismos à parte, "O cultivo de flores de plástico" está repleto de momentos com muito humor bem ao jeito de Afonso Cruz que para quem conhece outras obras do escritor perceberá novamente o quão certeiro e sagaz foi criar situações extremamente bem conseguidas. É nestes momentos que o autor conseguiu igualmente transpor para a peça algumas das perturbações psicológicas de muitos dos sem-abrigo que diariamente lutam pela sobrevivência, por uma simples sopa que várias vezes é mencionado no texto ou tão simplesmente pela necessidade de um cobertor para as noites mais frias. É na consecução deste percurso de pobreza (ou miséria) que gradualmente muitas destas pessoas vão de tal forma adaptando-se à rua e ao céu como lar que vão perdendo a noção daquilo que eram, perdendo gradualmente a dignidade enquanto pessoas caso não tenham uma mão que recorra em seu auxílio independentemente do passo que também terão de dar nesse sentido. O balanço desta obra de Afonso Cruz é claramente positivo tratando-se de um livro que certamente não esqueceremos, refletindo, uma vez mais, o talento inato do escritor que tem ganho inúmeros prémios merecidamente. "O cultivo de flores de plástico" tem uma edição de 1000 exemplares numerados e autografados pelo autor, para além de os direitos de autor resultantes da venda do livro reverterão a favor da associação CASA (Centro de Apoio ao Sem-Abrigo).
Genial
Inês
A intensidade e a diversidade de emoções que este livro provoca faz com que seja difícil falar sobre ele. Afonso Cruz não tem só talento, tem uma incrível capacidade de surpreender, de nos levar em poucas linhas a passar da introspeção ao riso, da angústia ao reconhecimento de certos padrões sociais que nos envergonham. É uma peça de teatro com diálogos incríveis. Vale a pena!
O cultivo de flores de plástico
Alice Azevedo
Afonso Cruz é verdadeiramente um poeta, capaz de nos apresentar o Mundo em palavras extraordinárias, independentemente do género literário que nos propõe. Cada personagem deste livro revela-nos o pior e o melhor do ser humano. Faz-nos sorrir, sofrer, angustiar, faz-nos rever o lado sombrio que há em cada um de nós, mas também o que temos de mais generoso. Interessante foi constatar que, independentemente do contexto no qual nos movemos, o importante é sermos verdadeiros, tal como Jorge ao tornar-se vegetariano, tal como a boa literatura. Obrigada, Afonso Cruz! Alice Azevedo - 24/08/2013
leitura muito rápida.
Patricia C
Gostei imenso do livro, apesar de ser muito pequeno, o que facilita a leitura. Contém nele um retrato cruel e bastante real daquilo que é a sociedade dos dias de hoje, para com os sem-abrigo. O único pormenor que, na minha opinião, é perfeitamente dispensável é quando se lê uma carta/poema, onde se explicitam os pormenores macabros da morte a um cão (quase como que um ritual diário) por parte de 2 crianças. Achei absolutamente dispensável essa parte. Se essa mesma parte estivesse incluída na sinopse não tinha comprado certamente pois, num livro tão pequeno, na minha opinião, devia centrar-se no tema do mesmo e não conter esse tipo de coisas!!
o cultivo de afonso cruz
ahcravo
de um fôlego, a leitura, o prazer de reencontrar a escrita de afonso cruz. o retrato escrito, a leitura dos tempos escrita a pincel fino. o afonso cruz, ainda não no seu melhor, porque haverá sempre um próximo e esse, será sempre melhor imperdível, como tudo o que já escreveu e virá a escrever
E a realidade aqui tão perto ...
Sandra Monteiro
Uma leitura intensa, objetiva e dolorosa pela crueza da realidade que tantas vezes queremos que passe despercebida. Personagens que todos nós (re)conhecemos e situações que nos levam a questionar a verdadeira essência do ser humano.
O Cultivo de Flores de Plástico
Cláudia Rocha
Muito rápido de ler! Transporta-nos para um local onde os invisíveis ganham visibilidade e as montras nos ajudam a ver o que está deste lado. Gostei muito da escrita, objectiva e simples. Volto ao texto algumas vezes para rever alguns dos diálogos e das reflexões das personagens que nos estão mais próximas do que parece.
O Cultivo de Flores de Plástico
Bruno Cardoso
A prova indiscutível que demonstra a versatilidade da escrita de Afonso Cruz. uma boa sugestão de leitura
Simples leitura e retrato da realidade
Luís Rodrigues
Um livro que se lê facilmente e que consegue focar uma realidade bem difícil mas cada vez mais existente na nossa sociedade:( muitos parabéns ao autor!
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