10% de desconto

O Céu Que nos Protege

de Paul Bowles
Editor: Quetzal Editores, julho de 2017 ‧
19,90€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
portes grátis
RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
O Céu que nos Protege é o grande romance de Paul Bowles. Foi escrito em grande parte no deserto, onde a ação se desenrola. Publicado em 1954, nele, como em toda a ficção de Bowles, reflete-se sobre o absurdo do mundo moderno, onde a crueza, a corrupção e a irrupção do desejo surge a par da inocência de quem não compreende nem julga. Kit e Port são um casal que percorre o Sahara: à medida que se adentram no deserto, arriscam-se continuamente e atraiçoam-se até a um ponto de não retorno, até à loucura ou à morte.

Aqui, como em outras obras de Bowles, não há culpados; há uma hierarquia de valores, uma explicação do humano. Os escritos de Bowles têm operado uma enorme sedução sobre várias décadas de leitores. Gore Vidal considerou-o um dos expoentes da ficção americana.
Mar e barco azul_wookacontece 640.jpg

O mundo não nos pertence

Nestes livros, a paisagem deixa de ser pano de fundo e passa a interferir diretamente no destino das personagens. Não como metáfora, mas como força que condiciona escolhas, distorce perceções e revela aquilo que o humano preferia não ver. Nas suas páginas, a história avança menos por vontade dos protagonistas e mais pela forma como estes resistem, ou falham, perante o mundo que habitam. Costa Sombria e Selvagem, de Charlotte McConaghy Costa Sombria e Selvagem é um livro difícil de definir. Dominic Salt e os filhos vivem isolados numa ilha próxima da Antártida, onde trabalham como guardiões de um banco de sementes num mundo em colapso climático. A chegada de Rowan à ilha, resgatada do mar pela família durante uma tempestade, altera o equilíbrio frágil daquela casa e faz regressar tensões, medos e feridas que todos tentavam manter enterrados. O romance move-se entre vários registos sem se deixar prender a nenhum. Há momentos em que parece um thriller, sobretudo pela atmosfera de perigo permanente, pelos segredos que Rowan e os Salt escondem e pela sensação de que algo violento pode acontecer a qualquer instante. Mas, ao mesmo tempo, está muito próximo do drama familiar. Cada personagem vive assombrada pela perda, pela solidão e pela consciência de habitar um lugar que desaparece lentamente. A ilha torna-se essencial para acentuar essa ambiguidade. Não funciona apenas como cenário isolado, mas como força que aproxima e desgasta todas as personagens. O frio extremo, as tempestades e o passado violento da ilha criam um ambiente ameaçador. Nesta história, a natureza não serve apenas de cenário ou espaço de contemplação, é uma presença viva, imprevisível e opressiva. COMPRO NA WOOK! » Sobre o Céu, de Richard Powers Sobre o Céu, de Richard Powers, acompanha várias personagens cujas vidas, à partida sem ligação entre si, acabam por convergir através da Natureza. Entre elas estão um veterano de guerra salvo por uma árvore numa situação extrema, uma cientista desacreditada por defender que as plantas comunicam entre si através de redes invisíveis, um jovem milionário ligado ao universo tecnológico, um casal cuja relação se transforma lentamente através do contacto com a natureza, e outras figuras atraídas por movimentos de defesa ambiental. Cada uma destas histórias começa de forma autónoma, mas Powers liga-as através de uma ideia de interdependência entre seres humanos e Natureza. À medida que as personagens se aproximam da militância ecológica, afastam-se das vidas que conheciam antes, entrando numa zona de conflito onde o compromisso deixa de ser apenas intelectual e passa a exigir consequências reais. O romance mostra como essa transformação altera relações, carreiras e identidades, tornando impossível regressar à indiferença inicial. As árvores deixam de surgir como meros elementos da paisagem e passam a existir como formas de vida dotadas de uma lógica e de um tempo próprios. A sua longevidade e os vínculos silenciosos que mantêm entre si introduzem uma escala que ultrapassa a experiência das personagens e as obriga a confrontarem-se com a fragilidade da presença humana no planeta. COMPRO NA WOOK! » O Leopardo-das-Neves, de Peter Matthiessen Em O Leopardo-das-Neves, Peter Matthiessen relata a viagem que fez ao Nepal, em 1973, integrado numa expedição em busca de um animal quase mítico. No entanto, a procura do leopardo-das-neves deixa de funcionar como um objetivo concreto. Sempre distante e difícil de encontrar, o animal transforma-se numa presença adiada, enquanto o percurso pelas montanhas assume gradualmente a forma de uma travessia interior. Cada passo aproxima Matthiessen do silêncio e afasta-o da necessidade de encontrar respostas para tudo. Os encontros com guias e monges são atravessados por essa consciência de transitoriedade, e a escrita reproduz o ritmo contemplativo da viagem, recusando grandes momentos de rutura e construindo-se através de pequenos episódios que, somados, alteram lentamente o olhar do narrador sobre o mundo. COMPRO NA WOOK! » Lord Jim, de Joseph Conrad Lord Jim começa com um ato de cobardia. Jim, um jovem marinheiro cheio de ideais heroicos, abandona o navio em que seguia depois de acreditar que este estava prestes a afundar-se, deixando para trás centenas de passageiros. O navio, porém, não afunda, e é desse instante que nasce toda a narrativa. Mais do que uma aventura marítima, Joseph Conrad escreve sobre a lenta destruição de um homem incapaz de sobreviver à distância entre aquilo que fez e a imagem que tinha de si próprio. Depois do escândalo, Jim vagueia por diferentes portos e territórios numa tentativa de escapar ao peso daquele momento. Cada novo lugar parece oferecer a possibilidade de recomeço, mas o passado infiltra-se sempre, tornando impossível qualquer verdadeira fuga. Quando chega a Patusan, uma região isolada onde acaba por conquistar respeito e autoridade, surge pela primeira vez a possibilidade de reconstrução. Ainda assim, permanece a sensação de que qualquer equilíbrio pode desfazer-se a qualquer instante. Nesta obra, tal como em muitas outras de Conrad, o mundo natural nunca funciona apenas como cenário. O mar, os rios e os territórios que Jim atravessa existem segundo uma lógica indiferente às personagens, como se continuassem intactos perante a culpa, o fracasso ou a necessidade de redenção. COMPRO NA WOOK! » O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles Em O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles, acompanhamos Port e Kit Moresby, um casal americano que atravessa o Norte de África numa tentativa de se afastar da vida confortável e previsível que deixou para trás. O deserto do Sahara surge-lhes como uma promessa de autenticidade, um espaço onde ainda seria possível recuperar uma intensidade perdida, mas Bowles desfaz essa ilusão e transforma aquela viagem numa lenta experiência de desagregação. À medida que avançam por locais cada vez mais inóspitos, começam a perder referências emocionais e identitárias. O calor, as distâncias, o silêncio e a repetição da paisagem criam uma sensação contínua de desorientação. O deserto não funciona como cenário exótico, mas como força que desgasta lentamente as personagens. Port procura liberdade e acaba confrontado com a vulnerabilidade do próprio corpo. Kit, por sua vez, torna-se cada vez mais irreconhecível para si própria, como se a vastidão daquele território abrisse caminho para uma transformação involuntária. Tal como em Lord Jim, também aqui a indiferença da paisagem é inquietante. O deserto não ameaça ninguém diretamente, não precisa de o fazer. A sua presença, imensa e árida, torna qualquer drama humano em algo insignificante. Para Paul Bowles, o mundo não acolhe nem consola, observa em silêncio enquanto as personagens perdem, pouco a pouco, a capacidade de compreender quem são. COMPRO NA WOOK! »

O Céu Que nos Protege

de Paul Bowles

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897224003
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: julho de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 236 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897224003
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Romance no deserto

C. Carvalho

Um bom romance Paul Bowles na senda de muitos livros que ele escreveu. Toda a descrição dos personagens e lugares é excelente. Só quem viveu norte de África consegue transmitir daquela forma a vida dos povos do Saara.

Cansativo

Ana Lima

Talvez por ter as expectativas muito altas, este livro ficou muito aquém do que esperava. O enredo resumido teria sido contado em meia dúzia de páginas. Tem uma história pobre e desinteressante e uma rica descrição do deserto e de algumas das suas aldeias ou cidades. Torna se cansativo e desinteressante, a determinada altura só queremos que acabe.

SOBRE O AUTOR

Paul Bowles

Paul Bowles nasceu em Queens, Nova Iorque. Aprendeu a ler aos quatro anos e manteve diários escritos e desenhados desde essa idade. Com nove anos, começou a estudar teoria da música, canto e técnicas de piano. A partir de 1928, frequentou a Universidade da Virgínia e, em 1929, iniciou-se nas viagens, passando uma temporada na Europa. Voltou a Paris em 1931, onde conviveu com Gertrude Stein, Jean Cocteau e Ezra Pound; continuou por Berlim, onde se tornou amigo de Christopher Isherwood e visitou Kurt Schwitters em Hanôver. Foi também nesse ano que viajou pela primeira vez até Tânger, onde viveu grande parte da vida e acabou os seus dias. Em 1937, Bowles conheceu a escritora Jane Auer, com quem partiu de imediato em viagem para o México e com quem se casou no ano seguinte. Mantiveram um casamento aberto, por vezes turbulento, com viagens ora a uni-los ora a separá-los, até à morte de Jane Bowles, em 1973. Nos anos 50, vivendo grandes períodos no Norte de África, Bowles conheceu o marroquino Ahmed Yacoubi, que se tornou seu companheiro íntimo nas décadas que se seguiram e em muitas viagens. Esses anos foram também marcados pela visita e permanência das principais figuras da Beat Generation em sua casa, em Tânger.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU