O Arco-Íris da Poesia

de Luís Adriano Carlos
Editor: Campo das Letras, abril de 2002 ‧
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A poesia moderna portuguesa, de Cesário Verde a Camilo Pessanha, de Mário de Sá-Carneiro a Saúl Dias, desenvolveu uma sensibilidade cromática e visual do tipo ecfrástico que alcançou nos versos de Albano Martins, poeta da geração de 50 do século XX, uma singular expressão imanente da mais alta dignidade estética a que a história da Babel literária não pode continuar indiferente. Nestes breves ensaios, Luís Adriano Carlos interroga a singularidade dessa poética que radica na dimensão visível do lisível e que se estrutura sobre uma espécie de escrita por manchas, de expressão muito pigmentada, oferecendo-se como experiência plástica do verbo sem deixar de ser intensamente musical.

O Arco-Íris da Poesia

de Luís Adriano Carlos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726105329
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726105329
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Luís Adriano Carlos

Luís Adriano Carlos nasceu em 1959. Começou a aprender a difícil arte do verso como letrista de canções. Em 1977, participou na gravação de um disco EP numa editora portuense, como vocalista, instrumentista, letrista e compositor. Só no início do séc. XXI voltaria a retomar o interesse pela criação musical, através do alter-ego Aristoxen, compositor in the box de peças eletrónicas em estilo fusion, clássico e experimental.
Em 1983, tendo já difundido poemas dispersamente, estreou-se com um livro de título extravagante, A Mecânica do Sexo XX, logo depois de ter iniciado, na Faculdade de Letras do Porto, a carreira académica como professor de literatura e estética, sua exclusiva atividade profissional até hoje, a par de incursões na crítica, no ensaísmo e na intervenção cultural.
Quando publicou o segundo livro de poemas, Invenção do Problema (1986), soube por um sábio professor entretanto jubilado que não se fazia carreira académica com versos, mas ainda não compreende com que é que se faz. Deu a lume outros livros de poesia até 2006 e agora regressa.
Foi galardoado, por júri de cinco elementos, com o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores / Portugal Telecom em 1999, a pretexto de um estudo sobre a fenomenologia do discurso poético. Recebeu outros prémios de ensaio e poesia.
Deu à estampa cerca de duzentos títulos, entre artigos e livros, alguns de outros autores por si editados. Assegura que não escreve poesia com pontualidade. É autor de obras de pintura, uma das suas paixões mais discretas.

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