O Arco de Sant´ana

de Almeida Garrett
Editor: A Bela e o Monstro, março de 2011 ‧
O Arco de Sant’Ana, em dois volumes de 1845 e 1850, adotando o tom digressivo das Viagens, tem, porém, uma intriga mais coesa, centrada no século XIV. Sem excessiva preocupação documental, em oposição à prática do romance histórico de Herculano, embora legitimando a sua história a partir dum documento encontrado, o romance prescinde das longas descrições, poupando na "cor local", e do retrato das personagens, apresentadas em ação. Pretende antes "rir castigando" os tempos atuais a partir de um episódio centrado no Porto medieval em torno do abuso de poder do lascivo bispo da cidade sobre Aninhas, uma jovem indefesa, originando uma revolta popular liderada pelo jovem Vasco e apoiada pelo rei D. Pedro, que acaba por punir exemplarmente o bispo.

Não falta uma trama passional romântica, cheia de agitados lances numa ação rápida que se processa em dois escassos dias apesar de envolver cenários diversos, tudo caldeado por constate suspense, que o narrador manipula habilmente, em torno da história familiar e da identidade dos protagonistas - o bispo revelar-se-á no final pai de Vasco.

O Arco de Sant´ana

de Almeida Garrett

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898508294
Editor: A Bela e o Monstro
Data de Lançamento: março de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 179 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 286
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898508294

SOBRE O AUTOR

Almeida Garrett

Nascido no Porto, a 4 de fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett foi um dos escritores mais completos no panorama das letras portuguesas. Formado em Leis pela Universidade de Coimbra, apoia, no último ano do curso, a causa da revolução liberal de 1820, exilando-se consequentemente em Inglaterra e França. Neste seu afastamento, publica os dois títulos fundadores do Romantismo português: Camões (1825) e D. Branca (1826). No entanto, é depois do regresso definitivo a Portugal, em 1836, que se mostra mais profícuo, escrevendo um conjunto de obras, das quais se destacam a peça trágica Frei Luís de Sousa (1843), as inclassificáveis Viagens na Minha Terra (1846), ou os ousados versos de Folhas Caídas (1853). Aliado ao escritor está ainda Garrett, o homem cívico, que contribui para a redação da Constituição de 1838, funda o Conservatório de Arte Dramática e encabeça o projeto de edificação do Teatro Nacional D. Maria II. Almeida Garrett morre em Lisboa, a 9 de dezembro de 1854.

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