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O Adolescente

de Fiódor Dostoiévski
Editor: Relógio D'Água, outubro de 2019 ‧
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O protagonista de "O Adolescente" é Arkádi Dolgorúki, um ingénuo jovem de 19 anos repleto de ambição e opiniões. Filho ilegítimo de um latifundiário, Dolgorúki encontra-se dividido entre o desejo de expor as injustiças do pai e de conquistar o seu amor.

O Adolescente

de Fiódor Dostoiévski

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896419615
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: outubro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 233 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 576
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896419615

Exigente.

Carmo

Foi a obra de Dostoievski que achei mais difícil de ler e acompanhar. A narrativa é fragmentada, o teor caótico e o andamento da história vai aos avanços e recuos que baralha e confunde o leitor. Pontualmente encontramos passagens dignas das melhores meditações dostoievskianas. Se foi experimentalismo ou ousadia, não sei… sei que me exigiu toda a concentração possível.

Obra fascinante

António Simão Condeço

Um jovem adolescente com a sua história de vida, ambições e cheio de contradições. Uma obra que não sendo de leitura fácil, nos prende desde a primeira à última página. Uma obra magistral da literatura russa. Mais uma vez o autor recorre ao cenário da sociedade de Petersburgo como motivo unificador da narrativa.

SOBRE O AUTOR

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.

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