Nunca Digas Adeus ao Verão
SINOPSE
Os pequenos milagres de cada dia sucedem-se página a página, revelando afetos partilhados, perdas insanáveis, vidas refeitas. São narrativas escritas num estilo exímio, que se leem de um fôlego.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895660520 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 159 x 229 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 92 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Contos
|
| EAN: | 9789895660520 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Contos brilhantes de João de Mancelos
Ana Parracho Brito
João de Mancelos publicou, recentemente, em março de 2021 (Edições Colibri) um livro de conto - Nunca Digas Adeus Ao Verão -. Li com muito interesse as suas “fatias da vida” e gosto muito, francamente, muito! a forma como, enquanto escritor, trabalha as personagens, “manipula” as histórias e o nível de habilidade dos aspetos técnicos da escrita dos contos, assim como da maneira como apresenta os diálogos, os conflitos, como constrói a trama e o suspense e como vai resolvendo as complicações dos problemas…conduzindo-nos ao clímax de cada história e, ainda, como o “conflito” inicial é resolvido. São os sussurros da vida, nas entrelinhas, narrativas imaginárias e/ou rasando a realidade, aqui e ali, no conjunto, em que as leis naturais são “desprezadas” e em que reina o “maravilhoso”, embora, por vezes, alinhado em controverso “patamar catastrófico”, inquietante, com um registo cinzento, de “belas recordações”, sempre assentes numa sensibilidade e/ou sensualidade genuínas, abundância de frases com uma “musicalidade/vida” intrínseca, que nos arrebata. Exprimem desejos temperados pela fantasia, assim como angústias que são apaziguadas pela imaginação. Contêm imagens que são símbolos e têm significações semelhantes às que surgem nos sonhos, nas representações plásticas e nos mitos. Ocupa-se do destino das pessoas, muitas vezes, através de metáforas, predominando os momentos narrativos que suscitam um sentido psicológico secreto utilizando uma linguagem simbólica que projeta uma boa parcela da realidade psíquica…em que a imaginação permite prolongar a vida interior para além das experiências exteriores e engrandece ou encurta, em narrativas fantásticas, embeleza ou atenua o que é desagradável…concedendo maior brilho ao que é desejável, mas falseia, igualmente, as recordações dos acontecimentos reais vividos outrora? Desenhado com encontros e desencontros, com emoções mais ternurentas ou mesmos pintadas de vermelho, por vezes, rasando o amor hipotecado…são momentos de uma escrita que não deixa de ser poética e que nos toca, profundamente, a alma e os sentimentos. Manifestamente, alguma sentimentalidade que nos faz acreditar numa realidade tangível e, do mesmo modo, a imaginação ultrapassa a realidade quando é associada a um “jogo” e outras representações se investem em nós contra a nossa vontade como no sonho quando dormimos. Incide em desejos cuja satisfação no real parece assaz problemática, sendo que nos faz sentir grandiosos, fortes…versus a angústia e os obstáculos que acabam por embrulhar o drama vivido ou acabam por embelezar o êxito futuro. Tudo bem “pensado”, bem estruturado…prendendo-nos do princípio ao fim. Estas magníficas “fatias da vida” conduziram-me ao seu poema “génese” (de escuridão em escuridão, procuro o sobressalto luminoso de um verso). Parabéns! Desejo que este livro, aliás, tenho a certeza…seja mais um sucesso seu…e continue a brindar-nos com a sua bela escrita! Confie nos seus pressentimentos arquivados, porque a quem sabe esperar…o tempo abre as portas…e “Nunca Digas Adeus ao Verão”. Um abraço grato pela leitura que me proporcionou. Ana Parracho Brito
Excelente companhia para uma tarde
Lia
São treze contos, muito interessantes, cheios de imaginação e bem escritos. Gostei sobretudo de "Dia de aniversário", "Algumas raparigas só existem no inverno" e "Yukiko e Yuki", este último uma obra-prima da narrativa breve. Este pequeno livro é uma excelente companhia para uma tarde na praia ou uma viagem mais longa de comboio. O presente ideal para quem ama a leitura. P.S.: Também do mesmo autor, sugiro "Contos de amor, desejo e perda".
Um triunfo
Daniela Gonçalves
Um livro belo, imbuído de doçura e de melancolia. Estes contos evocam memórias de Verão (a história que dá título ao livro e também "Outra Noite, Outra Memória"), amores trágicos de Inverno ("Algumas Raparigas só Existem no Inverno"), recordações proibidas ("A doçura dos crocodilos"), momentos de tensão ("Dia de Aniversário") ou de leve erotismo ("A Tentação Veste-se de Branco"). Lê-se bem depressa. Adorei!
Recomendo
Cláudia
Livro de contos muito interessante. Lê-se de uma penada não só porque as histórias são cativantes mas também porque o estilo vai variando. Recomendo, sem hesitação.
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