Nos Mares do Fim do Mundo
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E-primatur, março de 2016 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
SINOPSE
Na história da literatura portuguesa do século XX, este livro é um objecto estranho e raro onde a poesia e a realidade cruzam mãos num cenário onde domina a natureza inóspita que realça o elemento humano.
«Nos Mares do Fim do Mundo foi, em grande parte, escrito a bordo do arrastão "David Melgueiro", na primeira campanha de 1957, a primeira também em que eu servi na frota bacalhoeira portuguesa, como médico. Mas depois desta, tomei parte numa segunda, em 1958, agora a bordo do "Senhora do Mar" e do navio-hospital "Gil Eannes", em que assisti sobretudo aos barcos de pesca à linha: Assim pude de facto conhecer, por vezes intimamente, todos os aspectos da vida dos pescadores bacalhoeiros portugueses, em mares da Terra Nova e da Gronelândia, e completar este livro.»
Esgotado há várias décadas, «Nos mares do fim do mundo» é uma obra única da literatura portuguesa do século XX. Esta edição junta os dois textos inéditos encontrados nos blocos de notas em que Bernardo Santareno anotou estas impressões de viagem e várias fotografias também inéditas do autor embarcado que serão incluídas na edição.
«A partida
Enquanto o «David Melgueiro» se afasta, mais e mais de Lisboa,
eu surpreendo-me com as mãos abertas ao vento,
para nele colher um certo olhar negro e patético,
ou um riso estridente e nervoso que queria ser lágrima,
ou aquele dorido inclinar de cabeça silencioso e resignado,
ou aquele beijo enviado por, alguém que me pede uma estrela como testemunho da aventura,
ou a serenidade hirta e requintada de quem, enquanto o navio se distancia, se acusa por não sentir nada (nem magoa, nem saudade) por mim…
Com as minhas longas mãos abertas ao vento…»
«Nos Mares do Fim do Mundo foi, em grande parte, escrito a bordo do arrastão "David Melgueiro", na primeira campanha de 1957, a primeira também em que eu servi na frota bacalhoeira portuguesa, como médico. Mas depois desta, tomei parte numa segunda, em 1958, agora a bordo do "Senhora do Mar" e do navio-hospital "Gil Eannes", em que assisti sobretudo aos barcos de pesca à linha: Assim pude de facto conhecer, por vezes intimamente, todos os aspectos da vida dos pescadores bacalhoeiros portugueses, em mares da Terra Nova e da Gronelândia, e completar este livro.»
Esgotado há várias décadas, «Nos mares do fim do mundo» é uma obra única da literatura portuguesa do século XX. Esta edição junta os dois textos inéditos encontrados nos blocos de notas em que Bernardo Santareno anotou estas impressões de viagem e várias fotografias também inéditas do autor embarcado que serão incluídas na edição.
«A partida
Enquanto o «David Melgueiro» se afasta, mais e mais de Lisboa,
eu surpreendo-me com as mãos abertas ao vento,
para nele colher um certo olhar negro e patético,
ou um riso estridente e nervoso que queria ser lágrima,
ou aquele dorido inclinar de cabeça silencioso e resignado,
ou aquele beijo enviado por, alguém que me pede uma estrela como testemunho da aventura,
ou a serenidade hirta e requintada de quem, enquanto o navio se distancia, se acusa por não sentir nada (nem magoa, nem saudade) por mim…
Com as minhas longas mãos abertas ao vento…»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899943834 |
| Editor: | E-primatur |
| Data de Lançamento: | março de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 158 x 240 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 248 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Literatura de Viagem
|
| EAN: | 9789899943834 |
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