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Noites de Inês-Constança

de Fiama Hasse Pais Brandão
Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2005 ‧
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«Noites de Inês-Constança», o último texto teatral criado por Fiama Hasse Pais Brandão, é um dos raros textos contemporâneos […] sobre o mito de Inês assinado por uma dramaturga.
[…]
A «peça», em três actos e um epílogo (estrutura recorrente no teatro de Fiama que se deseja «acção» e não «diálogo»), organiza-se em torno de dez personagens-figuras: Inês-Constança, corpo e voz con-fundidos numa personificação dupla, ambivalente; Pedro; um Pajem; uma Ama; uma Jogralesa; Álvaro Perez; Diogo Lopes Pacheco; um Mensageiro Papal; e o Filho.
[…]
O grande debate que este texto propõe é o da investigação dos fundamentos da relação amorosa, […] num tempo histórico dado («tempos novos», nova Europa), e a procura da natureza essencial do Homem e da Mulher sobretudo no que diz respeito à sua representação consciente e auto-afirmada como seres da e na linguagem, que se embebedam de imagens e na linguagem se descompõem, como Pedro. (Eugénia Vasques)

Noites de Inês-Constança

de Fiama Hasse Pais Brandão

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1051-9
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 206 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Fiama Hasse Pais Brandão
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789723710519
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Fiama Hasse Pais Brandão

Dramaturga, tradutora e poeta, formada em Filologia Germânica na Universidade de Lisboa, exerceu atividade de investigação na área da literatura e da linguística. Revelou-se com "Morfismos", no âmbito da iniciativa Poesia 61, coletânea que refletia uma tendência poética atenta à palavra, à linguagem na sua opacidade, na busca de uma expressão depurada e não discursiva. A criação poética de Fiama Hasse Pais Brandão impõe-se pela busca de uma expressão original, onde as palavras tentam evocar uma essência perdida, anterior à erosão do tempo e do uso corrente. A desconstrução das articulações do discurso e a sua metaforização provocam um estranhamento que conduz o leitor a despir a linguagem da sua convencionalidade e a entrever o acesso pela palavra pura a um tempo primordial. O critério de "amor pela leitura" que presidiu à versão de Cântico Maior pode, por extensão, ser aplicado à obra da autora que apresenta como fontes de emoção poética "o texto que cabe na pupila: o simultâneo, a grande cena das metáforas e das comparações, a Visão multiforme do Conhecimento (pus no coração a Sabedoria de Ezra), que é parcelar nas palavras e nas imagens e que só por acumulação diurna e através da absorção pupilar (como a do ar) tende para o Todo." ("Do prefácio de Cântico Maior", reproduzido em "Apêndice" a Obra Breve, 1991). Sob o Olhar de Medeia, a obra que marca a primeira incursão no romance por parte desta autora, foi publicado em 1998. Faleceu em Lisboa no dia 19 de janeiro de 2007.

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