Morte e Ficção do Rei Dom Sebastião
Editor:
Tinta da China, setembro de 2021 ‧
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SINOPSE
Em 1578, D. Sebastião morre na batalha de Alcácer-Quibir. Logo no rescaldo da derrota, começam a gerar-se rumores sobre a sobrevivência do rei, com impacto indelével na memória colectiva dos portugueses. É a partir deste problema — a dificuldade de assimilação de uma derrota catastrófica na cultura nacional — que André Belo parte para uma apurada investigação sobre a morte régia, os processos de disseminação de rumores e a intrincada impostura sebastianista de Veneza, a mais célebre sob a dinastia filipina.
Mesmo entre historiadores de referência, prevalece até hoje certa relutância, quando não recusa, em afirmar taxativamente a morte de D. Sebastião no campo de batalha. E no entanto não há sequer fundamento para hesitações: os relatos da contenda, escritos por diferentes testemunhas oculares, dão conta de um reconhecimento formal do corpo morto do rei pelos fidalgos portugueses cativos, oficializado por um juiz, também ele português. Perante essa contradição, o autor segue as pistas da construção do sebastianismo, e explica-nos de que modo o mito messiânico chegou ao século XXI.
É assim que acompanhamos a intrincada história do falso rei D. Sebastião de Veneza, um calabrês cuja vida itinerante seria suspensa nos calabouços da cidade. Ao longo de cinco anos (1598-1603), Marco Tullio Catizone alimentou paixões anticastelhanas, gerou facções e manobras diplomáticas. E levou a sacrifícios duríssimos, ou não tivesse terminado com a condenação à morte do impostor. Terminado o caso, porém, o tempo tratou de alimentar a ficção.
Mesmo entre historiadores de referência, prevalece até hoje certa relutância, quando não recusa, em afirmar taxativamente a morte de D. Sebastião no campo de batalha. E no entanto não há sequer fundamento para hesitações: os relatos da contenda, escritos por diferentes testemunhas oculares, dão conta de um reconhecimento formal do corpo morto do rei pelos fidalgos portugueses cativos, oficializado por um juiz, também ele português. Perante essa contradição, o autor segue as pistas da construção do sebastianismo, e explica-nos de que modo o mito messiânico chegou ao século XXI.
É assim que acompanhamos a intrincada história do falso rei D. Sebastião de Veneza, um calabrês cuja vida itinerante seria suspensa nos calabouços da cidade. Ao longo de cinco anos (1598-1603), Marco Tullio Catizone alimentou paixões anticastelhanas, gerou facções e manobras diplomáticas. E levou a sacrifícios duríssimos, ou não tivesse terminado com a condenação à morte do impostor. Terminado o caso, porém, o tempo tratou de alimentar a ficção.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896716257 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | setembro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 238 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 344 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
|
| EAN: | 9789896716257 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Revisitar a História
Maria Pereira
Uma viagem pelo mito sebástico: revisitação de um mito transversal da cultura portuguesa.
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