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Memórias

de Raul Brandão
Editor: Relógio D'Água, abril de 2018 ‧
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«Isso que aí fica não são memórias alinhadas. Não têm essa pretensão. São notas, conversas colhidas a esmo, dois traços sobre um acontecimento […] Sou um mero espectador da vida, que não tenta explicá-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece ou muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda.» Do Prefácio de 1918.

Memórias

de Raul Brandão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896417659
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: abril de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 235 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 584
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789896417659

Muito importante

Dinis Evangelista

Raul Brandão, tendo vivido de 1867 a 1930, um período muito rico da nossa História, com grandes convulsões, compreendido entre os últimos anos da monarquia e os primeiros da república, dando destaque de alguns desses acontecimentos neste livro. Mas, infelizmente, como acontece com alguns bons escritores portugueses, está esquecido, porque estamos a ficar sem interesse e sem memória. Gosto também do teatro de Raul Brandão, cuja relação dura há 52 anos, através de "O Doido e a Morte", que repeti ao longo dos anos, e mais recentemente "O Avejão", peça muito interessante, mas também desconhecida. infelizmente.

SOBRE O AUTOR

Raul Brandão

Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

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