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Memórias - Júlio Máximo de Oliveira Pimentel
Editor:
Palimage, outubro de 2014 ‧
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SINOPSE
«O registo autobiográfico tem vindo a assumir uma importância crescente na historiografia. Testemunho da ascensão do valor do individualismo, enquanto relação do homem consigo mesmo, este novo objeto de pesquisa, oriundo da vida privada, revela-se precioso para a contextualização e compreensão de acontecimentos ocorridos, também, no âmbito da vida pública.
L´écriture du moi, no dizer de Georges Gusdorf, fundador dos estudos sobre a récita pessoal, em meados do século XX, corresponde a uma dimensão identitária ao relatar os factos e os interesses que povoam a trama das pessoas envolvidas e, ao ultrapassar a intimidade e o isolamento, à expressão das singularidades de uma época. Celebra, assim, a relação profunda da memória individual com as práticas ocorridas numa dimensão mais ampla, entrecruzada no tempo e no espaço.
O documento que ora se apresenta, a reconstituição escrita na primeira pessoa, de uma vida no seu conjunto, possibilita o conhecimento particularizado da existência, alargado a vários domínios, de uma das figuras mais notáveis do século XIX em Portugal - Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, 2.º Visconde de Vila Maior, nascido em Torre de Moncorvo, a 5 de outubro de 1809. Nesta narrativa, traduzida na fonte original em dois volumes de memórias e trinta manuscritos avulsos do "jornal de viagem", o leitor participa das suas ricas e plurais experiências, através de detalhes que não são, no seu todo e de modo algum, irrelevantes. O Visconde mostra-se, emocionalmente, na descrição dos seus sucessos e fracassos, fortuna e infelicidade. Comprometido com o mundo, confirma, completa ou corrige a história de uma memória de si que circula num vasto universo de referências.
A advertência com que abre o 1.º volume de Memórias remete-nos para a intencionalidade da sua escrita: conservar a lembrança. A lembrança é individual e íntima. Fruto da diversidade e multiplicidade de cargos e de funções que o Visconde desenvolve nas áreas da política, da ciência e da cultura de forma brilhante, em especial as duas últimas, a lembrança é, ainda, do domínio do social e do público. E ao dar disso testemunho, permite configurar o pano de fundo do contexto histórico em que se enquadram.
As inúmeras acções são descritas passo a passo, num estilo claro e que flui pleno de interesse. Nesse sentido, é-nos possibilitado acompanhar as suas movimentações em episódios marcantes da nossa história, aproximarmo-nos da elite intelectual e política de então, deambular por uma Europa culta e contactar os mais reputados mestres, realidade que lhe é, particularmente, cara. Na procura incessante do conhecimento, cujos benefícios projeta em larga escala, o Visconde de Vila Maior faz jus às palavras de Goethe: o mundo nele, ele no mundo. E é neste objetivo primordial que nos deparamos com o fim de tão destacada personalidade. O Visconde empreende a última viagem de estudo à Europa no ano da sua morte, em 1884, ainda como Reitor da Universidade de Coimbra. O relato correspondente termina, no 2.º volume, em 24 de junho deste ano e surge, também, repetindo-se a sua informação na forma de apontamentos breves, nos manuscritos avulsos. A partir de 25 de julho e até 28, os dados constam, apenas, destes.
O registo nos volumes fica inacabado. Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, 2.º Visconde de Vila Maior, morre a 20 de outubro de 1884, no Colégio de S. Pedro, a sua residência no Paço das Escolas da Universidade de Coimbra.
As Memórias aqui apresentadas, resultado das anotações que vai fazendo ao longo da vida, são um precioso contributo para a história do seu tempo. Resgatá-las, é um gesto de homenagem a este ilustre moncorvense.»
Adília Fernandes in Prefácio
L´écriture du moi, no dizer de Georges Gusdorf, fundador dos estudos sobre a récita pessoal, em meados do século XX, corresponde a uma dimensão identitária ao relatar os factos e os interesses que povoam a trama das pessoas envolvidas e, ao ultrapassar a intimidade e o isolamento, à expressão das singularidades de uma época. Celebra, assim, a relação profunda da memória individual com as práticas ocorridas numa dimensão mais ampla, entrecruzada no tempo e no espaço.
O documento que ora se apresenta, a reconstituição escrita na primeira pessoa, de uma vida no seu conjunto, possibilita o conhecimento particularizado da existência, alargado a vários domínios, de uma das figuras mais notáveis do século XIX em Portugal - Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, 2.º Visconde de Vila Maior, nascido em Torre de Moncorvo, a 5 de outubro de 1809. Nesta narrativa, traduzida na fonte original em dois volumes de memórias e trinta manuscritos avulsos do "jornal de viagem", o leitor participa das suas ricas e plurais experiências, através de detalhes que não são, no seu todo e de modo algum, irrelevantes. O Visconde mostra-se, emocionalmente, na descrição dos seus sucessos e fracassos, fortuna e infelicidade. Comprometido com o mundo, confirma, completa ou corrige a história de uma memória de si que circula num vasto universo de referências.
A advertência com que abre o 1.º volume de Memórias remete-nos para a intencionalidade da sua escrita: conservar a lembrança. A lembrança é individual e íntima. Fruto da diversidade e multiplicidade de cargos e de funções que o Visconde desenvolve nas áreas da política, da ciência e da cultura de forma brilhante, em especial as duas últimas, a lembrança é, ainda, do domínio do social e do público. E ao dar disso testemunho, permite configurar o pano de fundo do contexto histórico em que se enquadram.
As inúmeras acções são descritas passo a passo, num estilo claro e que flui pleno de interesse. Nesse sentido, é-nos possibilitado acompanhar as suas movimentações em episódios marcantes da nossa história, aproximarmo-nos da elite intelectual e política de então, deambular por uma Europa culta e contactar os mais reputados mestres, realidade que lhe é, particularmente, cara. Na procura incessante do conhecimento, cujos benefícios projeta em larga escala, o Visconde de Vila Maior faz jus às palavras de Goethe: o mundo nele, ele no mundo. E é neste objetivo primordial que nos deparamos com o fim de tão destacada personalidade. O Visconde empreende a última viagem de estudo à Europa no ano da sua morte, em 1884, ainda como Reitor da Universidade de Coimbra. O relato correspondente termina, no 2.º volume, em 24 de junho deste ano e surge, também, repetindo-se a sua informação na forma de apontamentos breves, nos manuscritos avulsos. A partir de 25 de julho e até 28, os dados constam, apenas, destes.
O registo nos volumes fica inacabado. Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, 2.º Visconde de Vila Maior, morre a 20 de outubro de 1884, no Colégio de S. Pedro, a sua residência no Paço das Escolas da Universidade de Coimbra.
As Memórias aqui apresentadas, resultado das anotações que vai fazendo ao longo da vida, são um precioso contributo para a história do seu tempo. Resgatá-las, é um gesto de homenagem a este ilustre moncorvense.»
Adília Fernandes in Prefácio
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897031182 |
| Editor: | Palimage |
| Data de Lançamento: | outubro de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 161 x 232 x 14 mm |
| Páginas: | 268 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História em Geral
|
| EAN: | 9789897031182 |
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