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Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios

de João Lobo Antunes
Editor: Gradiva, abril de 2002 ‧
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Neste volume de ensaios, que o autor entende como um modo de falar com os outros por escrito numa experiência na primeira pessoa, são tratadas matérias tão variadas como a relação entre a arte e o cérebro e o velho duelo entre ciência e fé. Temas de ética, educação e cultura (num texto de homenagem a Vitorino Nemésio), entrelaçam-se com outros ligados a um ofício que trata da porção mais séria do viver. Há ainda uma digressão breve pela «Loucura» e uma confissão autobiográfica sobre a sua «Razão de Ser»

É, finalmente, uma recordação de Nova Iorque e de como esta marcou o autor como homem e como médico. Como se diz no prefácio, o livro é assim também um pretexto para um abraço apertado a uma cidade sempre inconcluída.

JOÃO LOBO ANTUNES licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa em 1967. Entre 1971 e 1984 trabalhou em Nova Iorque na Universidade de Columbia onde chegou a Professor de Neurocirurgia.

Regressou a Portugal em 1984 sendo desde então Prof. Catedrático de neurocirurgia da Universidade de Lisboa. É autor de numerosos artigos científicos e editor de vários livros sobre áreas das Neurociências.

Publicou dois livros de ensaios, «Um Modo de Ser» (1996) e «Numa Cidade Feliz» (1999), ambos editados pela Gradiva. Em 1996 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios

de João Lobo Antunes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726628682
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 218 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 268
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726628682
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

João Lobo Antunes

João Lobo Antunes (n. 4 de Junho de 1944) foi um neurocirurgião português e irmão do escritor António Lobo Antunes. O seu pai, neurologista, colaborou de perto com Egas Moniz, personalidade que o influenciou desde novo. O seu tio-avô é considerado o pai da Neurocirurgia portuguesa, tendo tido como mestre Victor Horsley, um dos pais da Neurocirurgia moderna.

Licenciou-se em 1968 em Medicina na Universidade de Lisboa. Três anos após terminar a licenciatura, obteve uma bolsa Fulbright e foi para os Estados Unidos, onde permaneceu entre 1971 e 1984, e trabalhou no Departamento de Neurocirurgia de Nova Iorque (Universidade de Columbia), onde foi nomeado Professor Associado de Neurocirurgia. Doutorou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa, em 1983. Um ano mais tarde regressou a Portugal como Professor Catedrático de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Durante o ano de 1990 foi vice-presidente para a Europa do World Federation of Neurosurgical Societies; em 1999 ocupou o cargo de presidente da Sociedade Europeia de Neurocirurgia e em 2000 preside à Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa.

Foi professor convidado da Universidade de Pequim (2001), membro do conselho editorial de diversas revistas científicas, da Academia Portuguesa de Medicina e de numerosas sociedades científicas europeias e norte-americanas.

Durante 1996 foi presidente do Conselho Científico da Faculdade de Medicina de Lisboa. Naquele ano, João Lobo Antunes foi a décima personalidade a receber o Prémio Pessoa.

É autor de mais de 150 trabalhos científicos e editou quatro livros. O gosto pelas escrita levou-o a publicar 4 coletâneas de ensaios: "Um Modo de Ser" em 1996, "Numa cidade feliz" em 1999, "Memória de Nova Iorque e outros ensaios", em 2002 e "Sobre a mão e outros ensaios" em 2005.

Foi mandatário nacional das candidaturas de Jorge Sampaio (em 1996) e de Cavaco Silva (2006) à Presidência da República, tendo ambos ganho a eleição. Cavaco Silva nomeou-o para o Conselho de Estado português.

Os objetos de estudo de João Lobo Antunes foram principalmente o hipotálamo e a hipófise. Em 1982/83 foi o primeiro médico da História a implantar o olho eletrónico num invisual. Desde então esse implante já foi realizado em 15 invisuais, permitindo-lhes visualizar algumas formas e distinguir certas cores.

Foi Diretor do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Santa Maria, Presidente da Academia Portuguesa de Medicina e presidente do Instituto de Medicina Molecular.

Faleceu em outubro de 2016.

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