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Marilyn — Ninfa e Dasein

de Bernardo Pinto de Almeida
Editor: Documenta, julho de 2026 ‧
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«That’s the trouble — a sex symbol becomes a thing.
I just hate to be a thing.»
Marilyn à Life, dois dias antes de morrer

«A Ninfa, cuja função maior, como nos ensinou Warburg, é tornar visíveis os emblemas da beleza, da vitalidade e da paixão erótica, foi uma incontornável figura da Antiguidade, quer na literatura (mitológica, filosófica e poética) quer nas artes, e sobreviveu, secretamente incógnita, durante séculos. Ela reapareceu no Renascimento, de novo figurada nas artes e nas letras, associada à redescoberta da Antiguidade.
O seu reaparecer no século XX iria fazer-se com o cinema, já que foi o cinema que permitiu repensá-la e, sobretudo, revê-la, sob a forma da imagem-movimento. A Ninfa cumpriu, no século XX, o que fora um desígnio da Antiguidade depois redescoberto pelo Renascimento e agora actualizado: o que Botticelli sugeriu foi, assim, amplificado por Hollywood.
Se for como penso, deveremos procurar entender de que modo essa figuração reapareceu no contexto que é o nosso, contemporâneo, pelo menos desde a Modernidade e até hoje, para poder traçar-lhe uma arqueologia: entender, na luminosa e enigmática figura de Marilyn, um exemplo da nachleben da Ninfa — e uma vez que a nachleben (sobrevivência, imagem póstuma) não significa repetição, mas reinscrição em um novo contexto — na época contemporânea é o propósito deste ensaio.»
Bernardo Pinto de Almeida

Marilyn — Ninfa e Dasein

de Bernardo Pinto de Almeida

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895682737
Editor: Documenta
Data de Lançamento: julho de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 207 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes em Geral
EAN: 9789895682737

SOBRE O AUTOR

Bernardo Pinto de Almeida

Bernardo Pinto de Almeida nasceu em 1954. Vive e trabalha no Porto. Professor Catedrático na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Tem publicado obras de ensaio e de poesia, entre as quais:

Poesia:

Escalas, ed. do autor, Porto, 1981
e outros poemas, Quetzal, Lisboa, 2002
sem título, A sétima face edições, Porto, 2002
Depois que tudo recebeu o nome de luz ou de noite, Asa, 2002
Hotel Spleen, Quetzal, Lisboa, 2003
Marin, &etc, Lisboa, 2003
Segunda Pátria, &etc, Lisboa, 2005
A Noite, Relógio d'Água, Lisboa, 2006.

Ensaio:

Pintura Portuguesa no Século XX, Lello Editores, Porto 1ª ed. 1993, 3ª 2002
Imagem da Fotografia, Assírio & Alvim, Lisboa, 1995
O Plano de Imagem, Assírio & Alvim, Lisboa, 1996
Henrique Pousão, Assírio e Alvim, Lisboa, 1999
Estranho Desenho – O Surrealismo, Colecção Berardo— Sintra Museu, 2001
As imagens e as coisas, Campo das Letras, Porto, 2002
Transição – Cíclopes, mutantes, apocalípticos, Assírio e Alvim, Lisboa, 2002
Quatro Movimentos da pele, Campo das Letras, Porto, 2004-07-20

Infantil:

Aventuras do Pato Raimundo, (novela infantil), Assírio e Alvim, Lisboa, 2000
A última obra do pintor (a partir de obras de Fernando Lanhas), Quetzal, Lisboa,
2002 O Natal do Pedro, Asa, Porto, 2002

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DO MESMO AUTOR