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Maria! Não Me Mates, que Sou Tua Mãe!

de Camilo Castelo Branco
Editor: Jóias de Cultura, março de 2026 ‧
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Maria! Não Me Mates, que Sou Tua Mãe!, publicada em 2026 pela editora Jóias de Cultura, é uma reedição comemorativa que recupera uma das primeiras e mais impactantes produções literárias de Camilo Castelo Branco, originalmente impressa sob anonimato em 1848.

Inspirada num matricídio verídico e violento que abalou a cidade de Lisboa em setembro daquele ano, a narrativa de cordel descreve a trágica espiral de Maria José, uma jovem que, severamente instigada pelo seu amante, acaba por assassinar e esquartejar a própria mãe. Considerada um folheto escabroso e sensacionalista inserido na chamada "literatura de faca e alguidar", a obra recorre ao grotesco e ao burlesco, mas já carrega a essência profunda da novelística posterior do autor, onde o amor fatal conduz inevitavelmente à perdição e à ruína moral.

Sob o pretexto ficcional de ter sido mandada imprimir por um mendigo, a história conta com uma forte voz narrativa moralizadora e irónica que apela à reflexão social. com este lançamento, a editora resgata um texto histórico fundamental para compreender o início da carreira profissional de Camilo Castelo Branco.

Maria! Não Me Mates, que Sou Tua Mãe!

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895448388
Editor: Jóias de Cultura
Data de Lançamento: março de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 166 x 207 x 3 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 31
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789895448388

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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