Maria Moisés

de Camilo Castelo Branco
Editor: Edições Asa, novembro de 2005 ‧
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"Maria Moisés", porventura a mais louvada das Novelas do Minho, inicia-se com um magistral trecho narrativo que evidencia os dotes de grande ficcionista de Camilo Castelo Branco. Em poucas pinceladas, o narrador dá o clima dramático, se não trágico, no qual se desenrola a primeira acção - a morte de Josefa - disseminadora das que se seguirão, com uma eficácia obtida pela conjugação de uma atmosfera de pavor, cheia de ressonâncias românticas, e da fixação realista do pormenor circunstancial. Vai ser oferecida ao leitor uma novela passional tipicamente camiliana […] Mas o que a distingue valorativamente é exactamente aquele extraordinário trecho inicial e depois o facto de o aludido esquema narrativo, conhecido dos leitores de Camilo, se desenvolver com uma mestria excepcional, através de uma narrador que inicialmente restringe o seu campo de omniscência, focalizando internamente a acção, permitindo, em consequência, gerar e manter um equívoco e depois um segredo em torno da morte de Josefa e do nascimento de Maria Moisés. Ora uma tal técnica de simulação permite o adensamento do clima de mistério, ao gosto de Camilo, e o desencadeamento de diversas versões da morte de Josefa, ao gosto de uma tão especial leitora dos tempos pós-modernos como Paula Rego.
[Do Prefácio]

Maria Moisés

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724142210
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: novembro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 180 x 250 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Escritores & Grandes Artistas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789724142210
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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