Luuanda

Edição Comemorativa

de José Luandino Vieira
Editor: Editorial Caminho, maio de 2015 ‧
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Luuanda é um conjunto de três estórias, «Vavó Xíxi e seu neto Zeca Santos», Estória do ladrão e do papagaio» e «Estória da galinha e do ovo», com que o autor, de forma sublime, retrata as diversas facetas da vida angolana da altura.

Tal como diz o Autor: «Quando escrevi Luuanda a minha preocupação era ser o mais fiel possível àquela realidade.
Se a fome a exploração, o desemprego, surgem com muita evidência, não se trata de uma atitude preconcebida, de uma atitude consciente. É porque isso era - digamos assim - o aquário onde os meus personagens e eu circulávamos…»

Esta edição, de capa dura, é comemorativa da 1ª edição (1965), e do prémio da Associação Portuguesa de Escritores, no mesmo ano.

Luuanda

Edição Comemorativa

de José Luandino Vieira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722127424
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 164 x 240 x 18 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722127424

O poder das palavras

André Ligeiro Santos

Meio século após a primeira edição, Luuanda não pára de surpreender os leitores. Luandino fundou, inventou e reinventou a literatura angolana. Numa época marcada pela ditadura Salazarista e tudo o que ela implicava, a Sociedade Portuguesa de Escriores atribuiu o Grande Prémio de Novelística ao livro Luuanda de Luandino Vieira. Este livro marcou uma ruptura com o "tradicional" português.O autor, através de um português rudimentar, línguas aborígenes, sociolectos e gírias relatou o quotidiano dos musseques de Luanda, onde a fome, pobreza,desemprego,doença,opressão, conflitos entre pessoas, classes sociais eram predominantes. Luandino continua a influenciar novas gerações de escritores, entre os quais, o vencedor do Prémio Literário José Saramago 2013: Ondjaki.

SOBRE O AUTOR

José Luandino Vieira

PRÉMIO CAMÕES 2006

Escritor angolano, José Luandino Vieira nasceu a 4 de maio de 1935, na Lagoa do Furadouro (Portugal). É cidadão angolano e participou ativamente no movimento de libertação nacional, contribuindo para o nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado.
Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou.
Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984.
No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até dezembro de 1989.
Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata.
Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano "Mota Veiga" em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reação da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio "João Dias", em 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

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