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Livro das Causas - Livro da Maçã - Vol XII, Tomo II

de Aristóteles
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, julho de 2024 ‧
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«O Livro das Causas e o Livro da Maçã estão entre os textos que foram em algum momento atribuídos a Aristóteles, mas que hoje reconhecidamente compõem o corpus pseudoaristotélico. O Livro das Causas, cujo original árabe é intitulado Discurso sobre o Bem Puro e cuja tradução para o latim deu origem ao influente Liber de Causis, é um tratado metafísico que apresenta e caracteriza os três princípios dos seres, a saber: a causa primeira, a inteligência e a alma.

A partir da demonstração da primazia da causa primeira, o autor distingue os tipos de causalidade realizados por cada um dos princípios, atribuindo à causa primeira a atividade de criação. No Livro da Maçã, cujo original árabe guarda pouca relação com o Liber de Pomo dos latinos, a personagem de Aristóteles ocupa a posição central do diálogo.

No seu leito de morte, sob a influência salutar do aroma de uma maçã e contrariando as recomendações médicas, Aristóteles conversa com os discípulos sobre a imortalidade da alma, a superioridade da filosofia nesta e na outra vida, o significado da morte, como distinguir as boas das más ações e o suicídio. Este volume contém a primeira tradução do árabe para o português do Livro das Causas e a primeira tradução moderna integral do original árabe do Livro da Maçã.»

Livro das Causas - Livro da Maçã - Vol XII, Tomo II

de Aristóteles

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722732130
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: julho de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 241 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca de Autores Clássicos
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789722732130

SOBRE O AUTOR

Aristóteles

Aristóteles nasceu em Estagira, na Calcídica. Apesar de ser da Macedônia, o grego era o idioma falado. Era filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas II, pai de Filipe II da Macedônia e avô de Alexandre, o Grande. É provável que o interesse de Aristóteles por biologia e fisiologia decorra da atividade médica exercida pelo pai. Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens de seu tempo, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela Academia platônica e nela permaneceu 20 anos, até 347 a.C., ano que morreu Platão. Com a morte de grande mestre e com a escolha do sobrinho de Platão, Espeusipo, para a chefia da Academia, Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava imensamente Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia. Em Assoo, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano local e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte de suas famosas investigações biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se precetor de Alexandre, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono. Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o «Lykeion», origem da palavra Liceu cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. Seu trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então: filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e não só estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto sua metodologia científica. Aristóteles dirigiu a escola até 323 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônios dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados de seu principal discípulo, Teofrasto (371 a.C. - 287 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubéia, onde morreu no ano seguinte.

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