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Comédias III

de Aristófanes
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, Janeiro de 2019 ‧
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Neste volume estão reunidas as quatro últimas peças que conservamos de Aristófanes. na sua trajetória de homem de teatro, elas representam a plenitude e logo alguma epauperação e decadência. Depois de Tesmofórias, uma peça que tem tudo para cativar o aplauso de um público alargado, Rãs foi, sem dúvida, o coroar de uma carreira ativa e bem-sucedida.

Focou-se no balanço de dois géneros vitais no teatro, a comédia e a tragédia, num momento em que a própria cidade de Atenas se encontrava à beira do colapso, político, económico e social, e em que a morte recente dos melhores dos seus talentos — Eurípides e Sófocles — fazia ouvir sons de rebate.

O que se seguiu foi a decadência, da pujança da cidade e, com ela, do teatro. Foi nesse outro contexto de ponderação sobre o que teria falhado num grande projeto civilizacional que o género cómico apostou nas primeiras décadas do séc. IV a. C. Mulheres na Assembleia e Dinheiro ecoam uma preocupação que mobilizava também as atenções de filósofos e intelectuais em geral.

Não sem que este outro modelo que as duas últimas peças conservadas de Aristófanes testemunham dispusesse de outro mérito: o de documentar uma nova fase da comédia — de transição — em relação a um modelo que se lhe seguiria — da Comédia Nova —, contribuindo para uma cadeia coesa e ininterrupta na transmissão de um género de um enorme sucesso no Mundo Antigo.

Comédias III

de Aristófanes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722725088
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: Janeiro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 239 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca de Autores Clássicos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789722725088

Comédias Aristófanes

Rui Gonçalo

Aristófanes é hábil na caricatura, figuras maiores do teatro trágico Ésquilo ou o mais coevo Eurípides, ou do campo político e militar e outras figuras de destaque no mundo helénico são alvo de crítica bem como admiração por parte do comediógrafo com recurso à paródia numa sátira em tom zombeteiro dos movimentos filosóficos ou correntes políticas da altura revelando as veredas pelas quais os participantes mais evidentes desta polix caminhavam. De difícil chegada à nossa língua é o jogo das palavras e efeitos vocabulares de que a língua grega é tão frutuosa , o tom coloquial dos rústicos, as metáforas constantes, referências relativas a eventos históricos, sofrem o sentido e intenção do autor e a comissidade perde fôlego num constante deambular do nosso olhar pelas notas extensivas que se fazem acompanhar deste tipo de textos se os quisermos compreender. Os epítetos depreciativos com que as mulheres eram vistas podem fazer desta uma leitura mais dura, mas é função da comédia denunciar costumes derrotar convenções, emancipar ideias e promover o progresso intelectual.

SOBRE O AUTOR

Aristófanes

Cómico grego, nasceu em Atenas em 450 a. C. e morreu em 386 a. C. Da sua obra são conhecidas onze peças satíricas: Os Acarnanos, Os Cavaleiros, As Nuvens, As Vespas, A Paz, As Aves, Lisístrata, As Festas de Deméter, As Rãs, A Assembleia das Mulheres e Pluto.

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