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Física Volume II - Tomo I

de Aristóteles
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, março de 2025 ‧
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«A Física de Aristóteles não é uma obra voltada para o grande público, como foram destinados ao público em geral os diálogos que escreveu, mas que infelizmente só chegaram até nós em fragmentos. Ela pertence, pois, às chamadas obras acromáticas, isto é, àquelas que foram transmitidas unicamente no interior da sua escola. Isso significa que o título da obra e a edição da mesma não foram escolhas de Aristóteles, mas sim de editores posteriores.
Não pensemos, contudo, que por causa disso haveria apenas uma débil concatenação entre os seus oito livros. Ao contrário, há um bom encadeamento das aporias expostas e dos argumentos apresentados e desenvolvidos. O cerne da Física é o reconhecimento do movimento como princípio indemonstrável, posto que evidente, e a partir do qual os conceitos centrais dessa ciência são desenvolvidos, tais como os de lugar, tempo, ilimitado, contínuo, discreto, e os pares movente-movido e móvel-movível. Por fim, é apresentado e discutido o conceito de movente imóvel.

Física Volume II - Tomo I

de Aristóteles

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722732680
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: março de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 242 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 344
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca de Autores Clássicos
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789722732680

Clássico da história da ciência

João L.

Texto fundador da filosofia natural, finalmente traduzido para português diretamente do Grego. Essencial para compreender a história da ciência.

SOBRE O AUTOR

Aristóteles

Aristóteles nasceu em Estagira, na Calcídica. Apesar de ser da Macedônia, o grego era o idioma falado. Era filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas II, pai de Filipe II da Macedônia e avô de Alexandre, o Grande. É provável que o interesse de Aristóteles por biologia e fisiologia decorra da atividade médica exercida pelo pai. Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens de seu tempo, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela Academia platônica e nela permaneceu 20 anos, até 347 a.C., ano que morreu Platão. Com a morte de grande mestre e com a escolha do sobrinho de Platão, Espeusipo, para a chefia da Academia, Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava imensamente Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia. Em Assoo, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano local e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte de suas famosas investigações biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se precetor de Alexandre, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono. Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o «Lykeion», origem da palavra Liceu cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. Seu trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então: filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e não só estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto sua metodologia científica. Aristóteles dirigiu a escola até 323 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônios dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados de seu principal discípulo, Teofrasto (371 a.C. - 287 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubéia, onde morreu no ano seguinte.

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