Lisboa

de Fernando Pessoa
idioma: português, inglês
Editor: Edições Centro Atlântico, novembro de 2015 ‧
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O famoso guia de Lisboa escrito em inglês por Fernando Pessoa, agora numa edição de luxo, bilingue, com cerca de 100 ilustrações exclusivas, a cores - algumas apresentadas em panorâmica de dupla página de perder o fôlego.

Este guia de Lisboa que Fernando Pessoa deixou dactilografado em inglês, em 1925, é uma carta de amor à sua cidade. Esta edição, com ilustrações deslumbrantes e exclusivas, apresenta-nos um cicerone destemido nas decisões sobre os caminhos a tomar e com conhecimentos profundos e circunstanciados sobre as ruas e os monumentos mais notáveis da capital; nota-se uma imensa vontade de mostrar os tesouros mais significativos aos olhos forasteiros.

Alguns estudiosos da obra de Pessoa sugerem-nos que o relato é desprovido das elevações metafóricas de Bernardo Soares ou dos ímpetos de outros heterónimos. Ainda bem: legou-nos um guia de Lisboa a meio caminho entre as duas guerras mundiais que será para sempre preciso e precioso - tanto para o visitante como para o lisboeta, que, após percorrer estas linhas, passará a olhar para a sua cidade com o sorriso de quem lhe conhece minúcias que os seus patrícios olvidam.

This guide to Lisbon which Fernando Pessoa left typewritten in English in 1925, is a love letter to his city. This edition, with stunning and unique illustrations, shows us a fearless cicerone making decisions about the paths to take and showing in-depth and detailed knowledge regarding the most remarkable streets and monuments of the capital; one can note a great desire to reveal the most significant treasures to the eyes of outsiders. Some scholars of Pessoa’s work have suggested to us that this work is devoid of the metaphorical highs of Bernardo Soares or the impetus of other heteronyms. And this is to the good: he has bequeathed us a guide to Lisbon halfway between the two world wars that will forever be accurate and valuable - both for visitors and for the people of Lisbon, who, after perusing these lines will look at their city with the smile of those who know its details that their fellow countrymen overlook.

Lisboa

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896152062
Editor: Edições Centro Atlântico
Data de Lançamento: novembro de 2015
Idioma: Português, Inglês
Dimensões: 255 x 216 x 18 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 164
Tipo de produto: Livro
Coleção: Artes
Classificação Temática: Livros em Português > Guias Turísticos e Mapas > Património > Lisboa
EAN: 9789896152062

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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