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Libertar o Futuro

Textos Políticos (1916-1926)

de Antonio Gramsci
Editor: Fora de Jogo, maio de 2024 ‧
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Uma curiosa ironia da história levou a que os textos que garantiram, a seu tempo, a reputação pública de Antonio Gramsci e que, por fim, contribuíram para a sua prisão, sejam hoje em dia menos conhecidos do que as obras redigidas na clausura da prisão.

Os textos reunidos nesta antologia trazem o sabor da atualidade; a atualidade sendo aqui o tempo compreendido entre 1916 e 1926, em que se sucederam as tragédias e equívocos da Grande Guerra, as ilusões e reveses dos movimentos populares do pós-guerra e a emergência furiosa do fascismo nos anos 1920.

Seja pela polémica, seja pela crítica, Antonio Gramsci acompanha todas estas vicissitudes da história italiana e europeia, comentando a Revolução Russa ou sistematizando as lições dos conselhos operários de Turim, debatendo com Mussolini ou verberando as anquilosadas estruturas sindicais da época.

Libertar o Futuro

Textos Políticos (1916-1926)

de Antonio Gramsci

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893556429
Editor: Fora de Jogo
Data de Lançamento: maio de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 131 x 192 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 234
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política Internacional
EAN: 9789893556429

SOBRE O AUTOR

Antonio Gramsci

Nasceu em Ales, na Sardenha, a 22 de janeiro de 1891. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Turim desde 1911 e em 1913 inscreveu-se no Partido Socialista. Em 1921, num contexto marcado pela Grande Guerra, pela Revolução Russa e pelas ocupações das fábricas em Turim, nasceu o Partido Comunista Italiano, de que Gramsci integra o primeiro Comité Central. Em 1924, depois de dirigir l’Ordine Nuovo, Gramsci lidera o L’Unità, no mesmo ano em que foi eleito para o Parlamento. Em 1926, a pretexto do «atentado Zamboni», foi detido. O Tribunal Especial Fascista, criação recente do regime de Mussolini, julgou-o por «instigação à guerra civil», incitamento ao ódio de classe e atividade conspirativa. «É preciso impedir que este cérebro funcione por 20 anos», conclui o Ministério Público na sua intervenção de acusação. Gramsci foi condenado a 20 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, de onde sairá apenas em 1935, num regime de liberdade condicional por razões de saúde. Libertado finalmente em 1937, morreria seis dias depois, com 41 anos de idade.

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