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Liberdade

de Paula Lobato de Faria
Editor: Clube do Autor, março de 2024 ‧
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Portugal, 1974
Inspirado em acontecimentos reais, este romance revela um país em convulsão, entre movimentos golpistas e espiões internacionais, através da história de uma família tradicional atormentada por segredos, traições e revelações intrigantes.

Por entre as ondas de choque da revolução, duas mulheres reinventam o seu caminho. Cristiana enfrenta o fim trágico do seu casamento e a filha, Drina, vê abrir-se à sua volta um mundo de permissividade e incerteza.

Entre o 1º de Maio de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, esta história espelha a memória de um país à procura de uma nova identidade, enriquecida de pormenores curiosos, incluindo referências políticas, sociais, musicais e literárias.

«Muitos dos adolescentes que viveram esta revolução vão ficar para sempre marcados. Foram convencidos da bondade de determinados valores um terço da sua vida e, numa reviravolta de um dia, dizem-lhes que, afinal, nada daquilo era certo e que, pelo contrário, devem seguir-se pelo oposto do que lhes haviam ensinado.»

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50 anos desde 1974

Durou muito, estragou muito, e por isso o seu fim é inesgotável. Cinquenta anos depois do fim da ditadura, ainda há muito que ler sobre o dia que abriu a janela ao mundo.
  25 de Abril – No Princípio Era o Verbo O 25 de Abril foi uma festa, e este livro festeja-a. A 50 anos do dia, já levamos dois de vantagem ao tempo em que Portugal foi trevas. Ora, para festejar, nada melhor do que o traço Nuno Saraiva: a preto e branco ou a cores, qualquer coisa que venha daquela pena é uma alegria para quem vê. Já o texto é de Manuel S. Fonseca. Neste livro, percebe-se a liberdade com o seu tom de alegria louca e coletiva, percebe-se o dia como catarse que mudou o destino à vida. A partir daquela madrugada, o futuro foi outra coisa – pôde, aliás, ser qualquer coisa. Dali vieram partidos, ideólogos, cartazes; dali vieram debates, conversas, alívios. Dali veio a manifestação de um povo, cada um com a sua bandeira sem ter medo de amarras. O livro pega em tudo o que marcou aquele dia que criou outro povo, de frases, slogans e fantasias até à brava promessa de uma vida por descobrir. QUERO LER! »







  Gente comum. Uma história na PIDE Eu não sou impressionável (os Pedrosas são gente rija), mas, depois de ler este livro, passei noites a dormir mal. O pior nem era a insónia: era adormecer e sonhar com isto. Aurora Rodrigues foi detida pela PIDE e levada para a prisão de Caxias em 1972, onde foi torturada durante três meses. Com 21 anos, foi impedida de dormir durante 450 horas. O relato não era apenas de cansaço, mas também de espancamentos frequentes, de frequentes tentativas de a endrominarem. O leitor sente-lhe a confusão mental, e sente também o desespero e a desumanidade de quem usava atrocidades por dá cá aquela palha. Gente comum devia passar pelas mãos de todos para que a memória não morra, para que ninguém se esqueça do que era a PIDE: antes do 25 de Abril, havia na vida coisas destas. QUERO LER! » 25 Mulheres – Uma Revolução no Feminino O Estado Novo tentou domesticar mulheres. Vedou-lhes o acesso à educação e à produção simbólica e destinou-lhes nada mais do que a pacatez do lar. Enquanto esteve em vigor, tentou impedir tudo o que pudesse dar a uma mulher mais do que um papel coadjuvante na vida: seria esposa e mãe e nada mais. Neste livro, temos as histórias de 25 mulheres, contadas em voz própria. Ao lê-las hoje, não há como não fazer a ponte com os tempos de hoje em dia, pesando o que mudou, comparando o que há de semelhante. Em cada voz, há uma vida diferente, por isso o livro traz múltiplas luzes sobre um poder político que, tentando fazer de metade da Humanidade uma tábua rasa, foi vencido pelo tempo. QUERO LER! » O Meu Primeiro 25 de Abril Foi o primeiro dia do resto da vida de muita gente, incluindo quem ainda nem tinha nascido. Não fosse esse dia e tudo seria outra coisa. Este livro olha para a hora H, que significou não apenas a cambalhota que o quotidiano deu em Portugal, mas também o fim da guerra colonial. Cá no burgo, para quem não era capataz, passou a haver aquela coisa tão bela e banal que é andar tranquilo pela rua. José Jorge Letria conta como foi aquele dia para si, que o viveu. Muitos de nós poderão atacar pelo simbolismo, contar o que não viram, e a coisa não valerá pouco. Mas aqui temos os olhos que vêem em força bruta, a História a acontecer naquele dia, o impacto que teve aquela chuva de cravos, ao invés do simbolismo de quem ouve falar do dia na escola. O 25 de Abril de 1974 é um dia que não precisa de ser vivido para não ser esquecido, mas aqui temos a lembrança de quem passou por ele.   QUERO LER! » Liberdade E terminamos com um romance. Parte-se da vida real e cria-se outra coisa, e essa coisa também é vida real. No epicentro do livro, há uma família portuguesa, e ei-la com segredos e traições; à sua volta, existe um país à toa, com movimentos políticos e espiões internacionais e toda a História que sabemos. O contexto é o que vemos nos quatro livros anteriores, mas o texto vai fazendo as suas páginas e o leitor vai seguindo a vida de duas mulheres que vão fazendo a sua vida: uma vê o seu casamento chegar ao fim, outra não sabe bem a quantas anda. Entre o Primeiro de Maio de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, a acção faz-se, tentando cristalizar a memória de um país. QUERO LER! »

Liberdade

de Paula Lobato de Faria

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897246845
Editor: Clube do Autor
Data de Lançamento: março de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 233 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 344
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897246845

Liberdade de Paula Lobato de Faria

Livro das Cinco

Um livro com uma boa escrita e que conseguiu captar a minha atenção até ao fim. Fiquei rendida!

«Um dia tudo muda»

Ricardo Trindade, O Informador

Paula Lobato de Faria tem com Liberdade o seu terceiro romance, num trio de narrativas onde se incluem Imaculada e Tundavala com mulheres como tema central na altura do Estado Novo, com a Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974. Numa época conturbada e de mudanças no país, conhecemos Cristiana e a sua filha Drina e os homens que as rodearam num caminho onde a emancipação da mulher, a libertação sexual e o uso de drogas começaram a dar vários passos lado a lado com as conspirações políticas num país onde costumes e valores começaram a ser quebrados a favor da libertação pessoal de cada um. Recordando um período memorável de Portugal, Paula Lobato de Faria conta assim a história de Cristiana que apaixonada fora do casamento fica sem os filhos como modo de víngança do seu marido trocado. Ao mesmo tempo tem do seu lado a filha Drina que começa a conhecer os prazeres da liberdade na adolescência que leva a extremos para não se redimir de nada. Ambas apaixonadas, ambas mulheres livres, Cristiana e Drina são o exemplo da opressão mantida durante décadas que ao terminar de forma repentina provocou um grande turbilhão na vida de famílias até ai mais conservadoras onde o regime era imposto a todo o momento. Real, inspirador, com um pouco de História e com um pitadas de comentários pessoais, Liberdade é o finalizar de uma trilogia de romances onde a autora foi ao passado para relatar as mudanças que o país viveu quando «um dia tudo muda» e o grito pela Liberdade tão ansiada por todos foi dado. 

SOBRE O AUTOR

Paula Lobato de Faria

Paula Lobato de Faria é licenciada e doutorada em Direito, especializada nos temas da Saúde e Direitos Humanos, sendo jurista e professora na Universidade Nova de Lisboa. Estreou-se na ficção com o romance Imaculada, que retrata uma família no Portugal dos anos 50. Seguiu-se Tundavala, que acompanha as personagens no final do Estado Novo, na metrópole, no exílio e em Angola. O novo romance Liberdade, por sua vez, situa-se nos tumultuosos anos de 1974-75 e espelha as complexidades e contradições trazidas pela revolução de Abril.

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