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Vida Censurada

de Francisco Ramalheira
Editor: Edições Velha Lenda, abril de 2021 ‧
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Em 1926, a Primeira República é deposta e no seu lugar é implementada a Ditadura Militar, dando assim início ao regime autoritário mais longo da Europa Ocidental, no século XX. Ao mesmo tempo que a República caía, dois meninos de dez anos encontravam-se na Colina Verde para, despreocupadamente, brincarem e partilharem histórias.

Vida Censurada conta a história de vida de dois melhores amigos, João Maia e Toni Ribeiro, ao longo dos quarenta e oito anos de Ditadura em Portugal, acompanhando o seu crescimento, entrada na vida adulta e separação, quando o rumo que dão à sua vida torna impossível a manutenção desta amizade de infância: João procura combater o regime, enquanto Toni ingressa na PVDE.

Esta obra é o recordar de um período que faz parte do lado mais obscuro da nossa História e que nunca, em situação alguma, pode voltar.

Liberdade: sempre!

Vida Censurada

de Francisco Ramalheira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895472062
Editor: Edições Velha Lenda
Data de Lançamento: abril de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 231 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 300
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895472062

Esta é uma ficção histórica que deveria estar no Plano Nacional de Leitura

Ana Cláudia Dâmaso, autora

De uma forma simples e envolvente, o autor conta a história de dois personagens ficcionais, misturando-os com personalidades conhecidas da História Portuguesa, evocando os seus nomes e situações reais, ao mesmo tempo que nos atira para o período negro que foi o Estado Novo. A personagem principal é João Maia, embora, de vez em quando, por um curto espaço de parágrafos, sigamos uma ou outra personagem secundária, para melhor compreendermos as dificuldades e medos desta altura, dando-nos uma lição de História, mas também de Política e Moral - as quais deveriam estar sempre ligadas à primeira. Adorei a ficção e as partes reais, adorei a confiante mescla entre ambas. Adorei as teorias que fui criando sobre a família de João e o seu amigo António. Adorei as lições e as duras demonstrações do que foi o Salazarismo e estou CURIOSÍSSIMA com o segundo volume "Noite Sem Fim" que, suponho, finalizará a história.

História emocionante

Inês

Este livro conta uma história incrível. Para além de educativo e elucidativo sobre o que aconteceu em Portugal durante 48 anos, é também muito emocionante. As personagens presentes nesta obra foram muito bem desenvolvidas. As relações entre as diferentes personagens são extremamente cativantes, especialmente a amizade entre João e Toni. Este livro devia ser lido por todos e mal posso esperar para ler a sua continuação.

Leitura muito interessante

Ana Damil

Com este livro viajamos até ao início do século. XX, para uma aldeia remota do distrito de Coimbra, onde conhecemos o pequeno João Maia. Esta criança vai mostrar-nos como era a vida de uma pobre família portuguesa nesta altura, bem como vai contrariar o destino e seguir os seus estudos, algo muito pouco usual para a época. Através da sua história, vamos acompanhar o regime ditatorial que se impunha em Portugal nesta altura, começando na Ditadura Militar e atravessando o governo de António Salazar. O que mais me fascinou nesta obra foi a forma como o autor nos ensina tudo o que aconteceu neste período histórico, através de um romance. Encontramos não só factos históricos e políticos, a sua explicação e contextualização, assim como a caracterização sócio-cultural do povo português. Neste primeiro volume apenas chegamos a 1940, sendo os restantes anos apresentados no volume II “Noite Sem fim” (o qual ainda não li mas que o farei este ano ainda com certeza).

recomendo

Andria Popescu

Este é um romance histórico, passado na no período mais negro que Portugal se recorda de ter passado, o Estado Novo, mas não é apenas isso. É uma história que tem amor, determinação, conquista, cumplicidade, ternura e amizade. O autor dá-nos notas ao longo de todo o livro que nos ajuda a perceber o contexto histórico e porque pessoa X ou Y tem influência naquele momento. Apesar de ser um livro com bastante informação lê-se com muita facilidade porque além de estarmos a aprender conseguimos entrar na história muito facilmente e sentir as emoções que aquelas personagens sentem. Sem dúvida que recomendo esta leitura a quem pretende adquirir mais conhecimento sobre o regime ditatorial.

Leitura muito pertinente!

Diana

Em ´´Vida Censurada´´, começamos por acompanhar a infância dos melhores amigos João e Toni na aldeia de Mogofores, e o posterior crescimento dos mesmos durante a negra época do Estado Novo. Este trata-se de um livro extremamente relevante, pelos vislumbres realistas que nos dá das atrocidades que se cometiam durante os tempos de ditadura. Apesar de ser um livro de ficção, refere imensos elementos de realidade que são encaixados na história de forma subtil e educativa, com recurso a notas de rodapé para melhor contexto. E, apesar desses vários momentos em que a narrativa adota um tom mais informativo, a escrita é fácil de acompanhar e a história nunca perde a sua fluidez. Há algo de muito familiar para mim neste livro, e penso que o mesmo se prende no facto de rever a infância dos meus avós na infância destas personagens: rurais, desconhecedores dos avanços que já se viam nas grandes cidades, pobres e obrigados a trabalhar desde muito novos, mas, no geral, felizes, por não conhecerem melhor. Os meus parabéns ao autor, que fez um ótimo trabalho a captar a essência desta época e a transportar-nos para lá. Gostei muito das personagens e das relações entre si. O facto de acompanharmos o João e o Toni desde crianças fez com que fosse muito fácil apegarmo-nos a eles na vida adulta, a sentir e a sofrer com eles. Notei isto especialmente durante a leitura do capítulo ´´O Mancebo Desterrado´´, em que testemunhamos algumas experiências desconcertantes pelas quais o Toni é obrigado a passar enquanto polícia da PIDE. Adorei a escrita rica do Francisco e estou muito curiosa com o rumo que a história vai levar no próximo volume ¿ Esta foi uma leitura muito agradável e, acima de tudo, muito pertinente e necessária. Fascismo nunca mais!

Uma ótima leitura!

Sofia

Uma ótima leitura! Comecei este livro sem expectativas do que vinha aí, e deliciei-me! As personagens são fascinantes, a escrita amarra o leitor, e o enredo, por ser tão familiar (passado durante a época do Estado Novo, focado na oposição ao regime), é cativante. Ideal para quem tem interesse na História de Portugal e Europa, pois aborda vários momentos e datas durante o Estado Novo e a Segunda Guerra Mundial. O companheirismo, amizade e cumplicidade entre personagens, num momento tão crítico e assustador quanto a ditadura de Salazar, é o que sobressai e aquece o coração.

Necessário

Adriana Machado

Adorei este livro. Em primeiro lugar, retrata uma época em Portugal muito sombria e que não leio tanto sobre como gostava: a ditadura. Entusiasmou-me logo por aí porque eu adoro história e ainda mais sendo do meu país. A escrita é sensacional. é muito envolvente e simples, na medida certa. As personagens cativaram-me muito. São todas elas peculiares à sua maneira e o autor conseguiu desenvolve-las na perfeição, mesmo sendo um livro curto (o que é bastante raro). Com este livro consegui aprender bastante. É um livro de ficção, mas temos bastante informação ao longo da leitura que conseguimos aprender com ela.

Um livro que não estava emocionalmente preparada para ler!

@laura.s.m.m

Um livro que não estava emocionalmente preparada para ler! Adoro romance histórico, especialmente quando está relacionado com a história do meu país! Há algum tempo que queria ler os livros do autor e quando este me desafiou a ler o seu livro não consegui recusar! Um livro que é um retrato da nossa sociedade nos anos 20-50, uma das épocas mais negras da nossa história quando estava subjugados ao domínio de uma ditadura militar, o Estado Novo. Um livro que mostra as grandes divergências entre os habitantes das aldeias com os habitantes das cidades. Não quero entrar com muitos factos históricos pois sabemos todos um pouco do que se passou à época. Contudo, temos sempre muito a aprender e eu aprendi muito com este livro e tenciono aprender com os que virão. Sobre a história: João da Maia é um moço que sempre se revelou inteligente, por ser de uma família mais humilde a possibilidade de vir a estudar era nula. Contudo, o seu professor da primária incentivou-o a estudar e talvez se fosse o melhor aluno do distrito de Coimbra pudesse vir a receber uma bolsa de estudos. Contra todas as odes João conseguiu alcançar o seu sonho e seguiu para Coimbra e começa a aventura épica da sua vida. É um livro que te vai corroer por dentro, essencialmente por sabermos que foi verdade o que aquilo que aconteceu... talvez por sabermos que haja um avô que tenha sofrido estas atrocidades. Francisco Ramalheira tem a arte de nos envolver com alma na história! Uma escrita bastante agradável e que nos leva a querer saber mais e mais sobre as personagens! Super recomendo que leiam este livro maravilhoso! E que venham mais livros para sabermos mais! Não podemos deixar que a democracia morra, temos que aprender com a história.

Leitura necessária

CARLA FERRAZ

Trata-se de um livro de enorme qualidade, um livro perfeito para fazer parte das leituras obrigatórias das nossas escolas @pnl2027 porque tem uma enorme qualidade narrativa, ou seja, extremamente legível, nada maçudo aliás muito leve e que aos poucos vai acrescentando, e corrigindo, o adquirido histórico sobre um momento decisivo da história portuguesa do século XX. Durante a ditadura de Salazar tudo o que se escrevia era vigiado pela polícia do regime. A censura à imprensa e aos jornalistas era diária, logo os livros e os escritores não escapavam ao exame e à perseguição da PIDE. Outro aspecto relevante é que explica muito do “processo” político na ditadura, a Censura, foi fundamental não só para que não se soubesse o que era “inconveniente”, como para controlar o tempo político. Neste período de crise grave do regime, os detentores do poder ditatorial moldavam pela Censura as escassas informações cuja divulgação era autorizada, logo a história a familia Maia, é essencial na ajuda da aprendizagem dos nossos jovens hoje em dia. A parte fictícia deste livro também e fundamental pois também é carregada de factos verídicos relativamente á pobreza, ao estatuto social, educação e aos valores naquele tempo. O livro mostra muito do que é conhecido da história e da ciência política mas de uma forma subtil e apaixonante. Recomendo vivamente a leitura deste livro.

Uma ótima junção de situações factuais e ficção!

sarasreadings

Este é um livro de ficção histórica que me surpreendeu imenso pela positiva e que me conseguiu cativar desde o primeiro capítulo. O autor conseguiu pegar num tema tão importante e, a meu ver, tão pouco retratado em livros e retratá-lo corretamente e ainda assim adicionar o seu lado mais ficcional. Uma das coisas que mais me cativou foram as personagens. Todas super diferentes mas com personalidades fortes, confesso que apesar de a personagem principal ser o João e eu gostar dele, a minha personagem preferida é o Toni. Ele era super engraçado e humilde e depois o final do livro só me deixou a gostar mais dele. Gostei muito da forma como o autor juntou situações factuais com ficção, ficou perfeito. É um ótimo livro para nos entretermos, mas ao mesmo tempo descobrirmos mais coisas sobre o Estado Novo e aquilo porque o povo português passou. Acho que é o tipo de livro que era muito bom para as pessoas aprenderem sobre História, sem parecer que o estão a fazer. Além disso, a escrita do autor é super boa, foi exatamente isso que me cativou desde o primeiro capítulo. Adorei a forma como descrevia as coisas, dando todos os detalhes necessários e nunca mais ou a menos e também a forma como conduziu a história acabando por nos mostrar o que se estava a passar com todas as personagens. Este é um livro que super recomendo e que adorei.

Livro do ano!

Vanessa (withlove.butterflies)

Um dos favoritos do ano!! Uma escrita extraordinária e cativante. Uma história com alguns dos relatos daquela que foi uma das épocas mais importantes da nossa história e que não deverá, jamais, ser esquecida. Só conhecendo a história do nosso país poderemos evitar que os erros do passado voltem a suceder-se no futuro, este livro relembra-nos precisamente disso. E numa época em que pleno séc. XXI observamos as crenças de alguns dos nossos partidos políticos, é importante, mais do que nunca evitarmos retroceder no tempo. Que livro incrível, o Francisco é um autor extraordinário, fiquei completamente fã desta escrita e mal posso esperar por ler o próximo livro do autor. Este livro já deveria ser topseller!

Leitura que devia ser "Obrigatória"

Rita Fonseca (Book.Serotonin)

Vida Censurada é daqueles livros que eu adorava que fossem leitura "obrigatória" na escola. Neste livro temos uma história forte de um país, que é o nosso, de um povo que também é o nosso, de uma família e de amizades incríveis. Esta é a história de João Maia, um aluno brilhante que, com o esforço do seu professor primário e da sua família prossegue os estudos em Coimbra, mesmo com tamanha falta de possibilidades económicas. É nesse ambiente que começa a reparar que os tempos mudaram e que começou a viver numa ditadura. A ditadura de Salazar. Apesar de não ser um género literário que leio imenso, este Romance Histórico teve tudo na medida certa. As personagens estão tão bem construídas, e ver o crescimento delas é maravilhoso, principalmente nos amigos João Maia e António Ribeiro. Senti que o autor fez tanta pesquisa e teve tanta atenção a pequenos grandes pormenores que deixaram a leitura a nível histórica tão perfeita. É um livro tão equilibrado a nível de transmissão de história e a restante narrativa. Quando o comecei a ler, tive receio de que o autor perdesse o seu lado de humor que conheço na sua escrita, mas até num livro tão forte temos estas lufadas de ar fresco, deste humor tão inteligente que eu, pessoalmente, adoro. Recomendo este livro incrível, a qualquer pessoa, pois este livro é demasiado importante para ficar na sombra.

Imperdível!

Livros da Pipoca

"... Nunca te esqueças que és livre e que nunca te poderão dizer o contrário. E lembra-te: muda de vida se não te sentires satisfeito." . Data: 28 de Maio de 1926. O primeiro dia do período mais negro da história de Portugal. O mesmo dia em que dois amigos brincam despreocupadamente na sua aldeia, sem saberem o quanto as suas vidas irão ser modificadas, ao longo dos quarenta e oito anos de Ditadura em Portugal. Com uma narrativa intercalada entre acontecimentos históricos densos e diálogos descontraídos, o autor brinda-nos com a sua escrita única, ao mesmo tempo que nos envolve numa história que é impossível deixarmos de lado! Este livro devora-se e nem damos por isso! Com um prefácio extraordinário do autor Ricardo Correia e um posfácio riquíssimo do historiador Rui Pinto, é sem dúvida um livro a não perder! Altamente recomendado! .

Uma viagem pelo tempo emocionante e envolvente

A Estante da Mel

O que é nacional é bom e o autor @franciscoramalheira_autor continua a corroborar essa afirmação com a sua obra "Vida Censurada". Quando conheci esta obra do Francisco quis logo comprá-la porque para além de ser de um autor português, é sobre um período da nossa história pela qual tenho um grande interesse. A escrita é eloquente e rica o que confete um toque único ao livro, mas ao mesmo tempo torna-o de leitura fácil e muito harmonioso. Há um q.b. muito bem trabalhado de emoções e a linha condutora da história é magnífica. Cada página tem uma forma de nos cativar e prender ao rumo dos acontecimentos. "Vida Censurada" não nos dá apenas a conhecer a incrível história de 2 amigos durante a ditadura portuguesa, dá-nos também a conhecer parte da nossa identidade enquanto nação e nos leva a fazer reflexões muito importantes e necessárias. Aprendi ainda mais sobre a história do meus pais enquanto abraçava a história do João Maria e do Toni assim como os seus crescimentos, as suas aventuras e as suas situações críticas. Terminei o livro com a necessidade de mais, já do próximo volume porque aquele final deu cabo de mim!

Leitura obrigatória

Patrícia Roque

O passado serve sempre de guia para o conhecimento que vai sendo adquirido para construir o nosso futuro é esse livro é isso mesmo. Relembra-nos do que nunca nos devemos esquecer: o nosso passado enquanto nação. Os tempos têm sido cada vez mais complicados, sendo gerada uma maior pressão sobre todos nós, a todos os níveis mas isso não pode servir, nunca, de desculpa para voltarmos a cometer certos erros.

Leitura Essencial

Filipa Carujo

"Vida Censurada" é um livro essencial para os dias atuais, quando a nossa liberdade e a democracia em que vivemos parecem mais ameaçadas do que nunca. Francisco Ramalheira permite-nos uma viagem assustadora ao passado, onde nos deparamos com violência contra uma população oprimida e, em certos casos, ignorante em relação ao que se passa no próprio país. Para aqueles que hoje em dia dizem que Salazar foi quem tirou o Portugal da miséria e que isso deve ser idolatrado, por favor leiam este livro. Estão, mais do que todos, a precisar de abrir os olhos. De destacar é também a fantástica edição da obra. Temos uma capa maravilhosa e um design incrível. Para além disso, o papel que a editora escolheu para a impressão é de uma qualidade muito boa, ao contrário do que acontece por vezes, quando parece que se não tivermos cuidado as páginas se vão desfazer nas nossas mãos. Resumindo, todo o trabalho merece 5 estrelas, sem dúvida alguma. E não se esqueçam: liberdade, sempre.

O livro retrata um ambiente social, cultural e familiar durante o Estado Novo.

Jéssica R.

"Vida Censurada" é um livro que se foca na nossa história. O livro retrata um ambiente social, cultural e familiar durante o Estado Novo. Traz para as nossas mentes uma ligação não só com aquilo que aprendemos durante a escola, mas através das histórias populares e familiares. "Vida Censurada" segue duas personagem principais, e não só. Começamos por conhecer João Maia e Toni Ribeiro, dois amigos de infância. Compreendemos como foi o crescimento deles até que a vida os leva por caminhos diferentes. Tornamo-nos próximos deles, compreendemo-lo, rimos e emocionamo-nos com cada momento que partilhamos com eles. É com eles, e com todas as outras personagens que vamos conhecendo, que relembramos aquilo que aprendemos e nos contaram sobre aquele período na nossa história. Um relembrar do passado para que não se repita no futuro. Algo que adorei foi a ligação familiar. A Família é um elemento importante, algo que para mim me aproximou ainda mais das personagens. Eu tenho também um forte ligação com a minha família. Somos do campo. Migrantes em França. Uma grande família com histórias loucas... Por isso, conhecer a família Maia e ver a proximidade do João ao seu avô, aqueceu o meu coração e me lembrou da minha relação com a minha avó, uma vez que também nós tinhamos algo em comum. Todos nós nos vemos ou vemos alguém que conhecemos nestas personagens e isso é maravilhoso e deixou-me emocional pela conexão que estabeleci. No livro "Vida Censurada", o autor abre uma porta para fazermos parte da família Maia e do grupo de amigos. Como referi no início, o livro toma lugar em Portugal durante o Estado Novo, desde a implementação da Ditadura Militar e extendendo-se ao longo dos quarenta e oito anos de Ditadura em Portugal. Claro está, "Vida Censurada" é apenas o primeiro livro, a primeira parte da história relatada. E mal posso esperar pela continuação. Por ter lugar durante o Estado Novo, existem a temática da política e de todo o que o povo português viveu durante a Ditadura. O autor não nos atira as informações e factos, ele tece o dialogo, abre oportunidades de reflexão por parte das personagens e dos próprios leitores. E as notas de rodapé acrescentam informação para complementar o que é falado, algo que adorei ver. Os assuntos são efetivamente colocados de uma forma dinâmica e interessante, até fácil de compreender. O Francisco Ramalheira traz também diversos tons no que toca a esta temática, aliás durante todo o livro é algo que é regular: O uso do humor. O equilibrio entre a seriedade da temática do Estado Novo, com a reflexão provocada e os momentos emocionais que relatam o que acontece (e aconteceu), só é possível graças ao humor adicionado. Desta forma, a narrativa teve um tom maravilhoso. Soltei uns risos. Contive lágrimas e revolta. Relembrei o que me foi em tempos contado. Tudo numa história que me manteve cativa nas páginas. Mesmo quando pousava o livro após determinados momentos mais intensos, nunca era por algo negativo, mas sim porque a narrativa pedia a minha reflexão e pedia que respirasse fundo. De modo geral, adorei! Realmente estou entusiasmada com a continuação. Quero saber o que acontece ao João e ao Toni, quero saber o que acontece à restante família Maia, quero saber o que acontece com tantas outras personagens que já conquistaram o meu coração. Por fim… Obrigada, Velha Lenda, por apostarem em históricos. Obrigada, Francisco Ramalheira, por escreveres sobre a nossa história.

SOBRE O AUTOR

Francisco Ramalheira

Francisco Ramalheira é professor, gosta de jogar à bola com os amigos e de comer tudo aquilo que acrescenta tecido adiposo. Quem o conhece diz que é um pouco distraído. Quem o conhece bem, sabe que «pouco» é um eufemismo. Tem uma cadela, chamada Luz, e dois gatinhos, a Farrusca e o Ranhoso, não sendo da sua responsabilidade o processo de batismo deste último. O escritório da sua humilde habitação está repleto de todo o género de livros (incluindo de banda desenhada), videojogos e jogos de tabuleiro. É para lá que vai quando quer abandonar a civilização. Os Bastardos de Hitler é a sua sétima obra.

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