Letra Aberta

de Herberto Helder
Editor: Porto Editora, março de 2016 ‧
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Um ano depois da morte Herberto Helder a Porto Editora publica Letra Aberta, um conjunto de trinta e três poemas inéditos escolhidos por Olga Lima, a sua viúva. Este livro, que reproduz ainda alguns fac-símiles, é um fascinante olhar sobre a oficina do autor e testemunha a sua impressionante vitalidade poética.

oh que beleza sem gramática, que ferocíssimo esplendor:
rosa encarnada pelo ar acima
que é funda curva absurda,
rosa ascendida acesa desde a terra desmanchada,
escrita sobre o papel estrito
— e que o papel arda
que a extrema flor do cacto suba entre folhas espessas e coroas de espinhos,
mas que seja enfim mais peremptória ainda
a rosa irreversível

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Selecionado na lista de melhores livros de 2016 do jornal “Público”:

Jornal "Público"

Selecionado na lista de melhores livros de 2016 do jornal “Expresso”

Jornal "Expresso"

Letra Aberta

de Herberto Helder

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04827-1
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: março de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 207 x 14 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972004827110
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

a oficina da palavra

Luis

Esta obra póstuma organizada pela sua companheira Olga, só prova o quanto grande é este artesão da palavra, um poema dentro do poema. Herberto ainda continua a surpreender com a sua alquimia poética,deixando muitas vezes o leitor sem fôlego com a excessiva beleza do seu obscuro idioma. Façam o favor de ler Herberto pois ele será eternamente continuo.

Obra aberta

Maria Lúcia Lemos 30-4-2016

Letra Aberta reúne trinta e três poemas inéditos de Herberto Helder, escolhidos por Olga Lima, viúva do poeta. Editados, assinalando a passagem do primeiro ano da sua morte, são acompanhados da reprodução de sete poemas manuscritos, permitindo que o leitor avalie o trabalho de fixação do texto, assim como as quatro notas finais sobre as opções tomadas. António Guerreiro, na recensão crítica que faz, no suplemento «Ípsilon», do jornal Público, afirma que «há neste livro um punhado de poemas que ascendem aos cimos da melhor obra herbertiana». Também a ensaísta Rosa Maria Martelo considera que «este é, sem dúvida, mais um livro notável», onde podemos reconhecer «os temas de Herberto Helder, a energia fulgurante a que nos habituou e também aquela frontalidade que, devido ao envelhecimento e à proximidade da morte, exigia agora uma coragem rara» […] «a qualidade dos poemas é inquestionável, bem como a sua força e, talvez acima de tudo isto, a sua verdade». (Público, 25 de Março de 2016)

A força imortal da poesia de HH

J. Rego

Herberto Helder que não conte comigo para morrer: já o li, releio e vou relê-lo amanhã. Em cada poema renasce um mundo novo.

Grande obra

António Simões

Mais um grande título de uns dos maiores escritores portugueses. Um grande livro, obrigatório, como todos os títulos de Herberto.

Um excelente oferta

VB

Comprado para uma oferta a uma pessoa que aprecia a obra deste grande escritor. A pessoa recebe-o com muito gosto pois é um dos seus escritores favoritos.

Belo

João Coelho

O último livro publicado com o nome do autor, com poemas escolhidos pela sua viúva. Uma poesia inesquecível, cujo tema aborda a proximidade da morte e uma espécie de resumo de uma vida inteira. Como qualquer obra do Herberto, extremamente recomendado.

do olhar à acção

Conceição (Paulino)/Eugénio

a poesis de Herberto Helder no seu melhor. Uma escrita que agita o ser e que nos lê. Mais do que nós a lemos. Desvenda-nos no dia-a-dia e na essência do significante de Ser humano.

Sobre a essência da escrita poética

VFontes

Herberto Helder é um mestre da poesia portuguesa contemporânea! Os seus versos são de uma densidade e de um engenho ímpar. Esta seleção de poemas resultou num livro mágico sobre a essência da (sua) escrita poética, que nos proporciona momentos de leitura profundos e intensos.

Do punho cerrado ao esplendor da letra...

J.P.

Este livro é uma espécie de guia/ manual de instruções da complexa poética de Herberto, um marco fulcral para a poesia portuguesa que renasce a cada dia, mais vivente que nunca de e pelas suas palavras...

SOBRE O AUTOR

Herberto Helder

Herberto Helder nasceu em 1930 no Funchal, onde concluiu o 5.º ano. Em 1948 matriculou-se em Direito mas cedo abandonou esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequentou durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalhou como diretor literário da editorial Estampa. Viajou pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e em 1971 partiu para África onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. Faleceu em Cascais a 23 de março de 2015, tinha 84 anos.

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