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Les Immémoriaux ; Maori : Une Civilisation Du Pacifique

de Victor Segalen
idioma: francês
Editor: Pocket, novembro de 2009 ‧
8,49€
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Les " Immémoriaux ", ce sont les derniers païens des îles de Polynésie, les Maoris oublieux de leurs coutumes, de leur savoir, de leurs dieux familiers, en un mot de leur propre passé. C'est tout d'abord ce passé même que l'on retient de Tahiti, vers la fin du mir siècle, avec ses rites précis, ses fêtes plus libres. Mais bientôt débarquent les Européens et parmi eux des missionnaires méthodistes anglais, armés de bibles, de codes et d'une morale exterminatrice. Cependant, Térii, le récitant, héros du livre, initié presque malgré lui à des cosmogonies qu'il néglige, voyage au hasard des cieux et des îles. Vingt ans plus tard, on le retrouve à Tahiti, ignorant et païen au milieu des siens, orgueilleux de leurs nouveaux titres. Térii, à son tour, s'abandonne et se laisse baptiser et européaniser. Ainsi, toute cette race se renie avec désinvolture - et se meurt. Illustré de dessins, de documents tahitiens, ce texte est complété par d'importantes annexes qui établissent à partir de quels faits et observations a été construit un des rares romans ethnographiques que compte notre littérature.

Les Immémoriaux ; Maori : Une Civilisation Du Pacifique

de Victor Segalen

Propriedade Descrição
ISBN: 9782266199179
Editor: Pocket
Data de Lançamento: novembro de 2009
Idioma: Francês
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Coleção: Terre Humaine Pocket
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Romance
EAN: 9782266199179

SOBRE O AUTOR

Victor Segalen

"Literariamente marginalizado em vida, Victor Segalen tem agora uma boa reputação póstuma com direito ao inquérito que apenas consegue dar realce, numa biografia neutra, à mãe autoritária, à miopia forte e à morte singular. Mal damos por ele nas suas viagens de fim de mundo, vinte e cinco anos depois de nascido em Brest, 1878, quando seis planetas em signos de terra lhe concertam no céu astrológico um 'horror ao mar' que passa a ironia maior na sua carreira da Marinha. E sendo ironia, por certo vai também ser privilégio do médico de bordo todo literato e entregue aos seus livros do Deferente (lembremos aqui 'Os Imemoriais' sobre os Maoris; os poemas chineses de 'Stèles'; os poemas de 'Thibet'; o romance - à falta de melhor palavra 'Equipée'...), ou seja, entregue aos seus livros de homem das lonjuras que vê o mundo e diz sempre por escrito as suas visões assombradas quase sempre por um 'Real-Limite' a todo o passo tocado pela fluidez do Imaginário. Subitamente esvaído, Victor Segalen regressa à Europa: ainda vai ser amigo de Gourmont, Debussy e Huysmans antes de preparar a morte prematura, doente não se sabe nunca de quê. 'Fui cobardemente traído pelo meu corpo!' - queixume numa carta dos últimos dias a Jean Lartigue - 'De há muito este corpo me incomodava mas lá ia obedecendo, razão de eu ter podido arrastá-lo a corrupios vários que não eram, na aparência, feitos para ele (...) Sífilis: zero; tuberculose: zero; anemia: zero; paludismo: zero. (...) Não tenho nenhuma doença conhecida, apanhada, verificável, e assim mesmo tudo é como andar gravemente afetado. Já não me peso; não quero saber de remédios; só vejo, muito simplesmente, a vida afastar-se de mim.' Solitário, em maio de 1919 hospeda-se num albergue da Finisterra, na floresta de Huelgoat que é centro mítico do Ciclo do Rei Artur, e manhã mal nascida sai de aparente passeio para morrer debaixo de uma árvore com o 'Hamlet' aberto numa cena do III Ato".
Aníbal Fernandes, na introdução de "A Cidade Proibida".

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