Editor: Editorial Presença, abril de 1989 ‧
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Leiria é uma daquelas cidades onde se misturam testemunhos de um passado antiquíssimo com uma decidida vontade de ser também futuro. A autora traça-nos, neste belo livro, o roteiro histórico-artístico da urbe, e vai evocando simultaneamente os ambientes humanos e paisagísticos que o tempo fez surgir e depois desaparecer. À qualidade do texto alia-se a do grafismo e da imagem. As fotografias constituem por si próprias um roteiro dos lugares mais representativos de Leiria, desde o inevitável Castelo à Sé e a Igrejas como a de Nª Srª da Encarnação ou o Convento dos Capuchos. Mas também não faltam a Praça Rodrigues Lobo, sala de visitas de Leiria, ou as mais belas ruas como as de Pedro Álvares Cabral, Miguel Bombarda e Gago Coutinho, ou ainda a Fonte Luminosa e o Jardim Luís de Camões, para não falar de casas e edifícios notáveis como o Solar Ataíde ou o Barnco de Portugal. Enfim, todas as épocas se encontram aqui representadas e este volume é por si só uma obra de arte e um valioso instrumento de divulgação e defesa do nosso património cultural.

Leiria

de Lucília Verdelho da Costa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722303712
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: abril de 1989
Idioma: Português
Dimensões: 168 x 238 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Coleção: Cidades e Vilas de Portugal
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Monografias
EAN: 9789722303712
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Lucília Verdelho da Costa

Lucília Verdelho da Costa, natural de Mirandela, é historiadora e crítica de arte, domínio em que publicou numerosas obras, artigos e outros trabalhos de investigação. Destas publicações merecem especial destaque como estudos pioneiros da arte, do restauro do património e da crítica de arte e da literatura, as seguintes obras: Ernesto Korrodi: 1889-1944. Arquitectura. Ensino e Restauro do Património (Lisboa, Editorial Estampa, 1997); Alfredo de Andrade. Da Pintura à Invenção do Património (Lisboa, Editora Vega, 1997); 25 Séculos de Cerâmica (Lisboa, Editorial Estampa, 2000) ; Cantarias Artísticas de Lisboa (Lisboa, Inapa, 2000); Fialho d’Almeida. Um decadente em revolta (Lisboa, Editora Frenesi, 2004).

Ao publicar Versos vagabundos, Fragmentos de Mármore sob a chancela da Editora Lema d’Origem, a Autora pretendeu essencialmente prestar homenagem à terra em que nasceu e viveu até ao final da adolescência. Transferindo-se sucessivamente para Coimbra e para Lisboa, e, depois, para Paris, estes versos espelham as vivências dessas deambulações, ritmadas por retornos, ausências, em sempiterna inquietação. Nas suas deslocações para Nancy, onde lecionou, ou para Itália, onde a sua obra académica está profundamente ancorada, jogam-se interstícios da memória, numa ambivalência constante entre as luzes do Norte e a atração pelo Sul, e a incomparável arte da Beleza. E, no entanto, a terra natal é sempre evocada, a infância surgindo intacta por entre as luzes tamisadas do Norte e os fragmentos dispersos do mármore das estátuas, tempo esculpido para além do Tempo, memória perdida e sempre reencontrada.

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