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Lecons De Chant

de Maria Callas
idioma: francês
Editor: FAYARD, Janeiro de 1998 ‧
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Dès qu'il s'agit de musique, nous sommes des élèves toute notre vie Maria Callas Après plus de vingt-cinq ans de présence sur les principales scènes lyriques du monde, Maria Callas prit en 1965 une retraite volontaire pour retravailler sa voix et réfléchir sur les problèmes d'interprétation. Quelques années plus tard, elle accepta l'invitation du président de la Juilliard School of Music de New York, dans le cadre d'une série de master classes, de faire travailler à un groupe de jeunes professionnels certains des plus grands airs du répertoire lyrique. A travers cet enseignement recueilli par les soins de John Ardoin, Callas révèle les secrets de son art mais également transmet toute une tradition musicale lyrique remontant à Verdi, Donizetti et au-delà, apprise auprès de chefs aussi expérimentés et prestigieux que Tullio Serafin et Victor de Sabata. C'est cette authentique tradition de l'art du chant qui est ici transmise, et dont Callas ne fut pas seulement l'une des principales avocates sur toutes les plus grandes scènes d'opéra du monde, mais aussi l'une des dernières héritières directes. Ainsi, à travers ses conseils d'interprétation à propos de tel ou tel grand rôle, se manifestent sa musicalité exigeante, son souci d'exactitude psychologique, son soin unique apporté aux moindres inflexions du texte littéraire autant que musical, les miracles de technique auxquels elle avait recours. Ces leçons de chant constituent en finale le portrait le plus fidèle de Callas aux prises avec son art.

Lecons De Chant

de Maria Callas

Propriedade Descrição
ISBN: 9782213028293
Editor: FAYARD
Data de Lançamento: Janeiro de 1998
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Pedagogues Et Pedagogies
Classificação Temática: Livros em Francês > Arte > Música
EAN: 9782213028293

SOBRE O AUTOR

Maria Callas

Maria Callas, nascida em 2 de dezembro de 1923 em Nova Iorque, foi uma das mais célebres sopranos de todos os tempos, conhecida tanto pela sua extraordinária voz quanto pela sua intensidade dramática e presença de palco. Famosa pela sua capacidade de interpretar uma ampla gama de papéis, desde os mais líricos aos mais dramáticos, Callas é muitas vezes referida como "La Divina" devido à sua influência e importância no mundo da ópera. A sua carreira, marcada por triunfos artísticos e uma vida pessoal tumultuosa, fez dela uma figura icónica não só na música clássica, mas também na cultura popular.

Filha de pais gregos, Maria Callas mudou-se para Atenas com a sua mãe ainda na infância, onde começou os seus estudos de canto. Sob a orientação de Elvira de Hidalgo, uma famosa soprano espanhola, Callas desenvolveu a sua técnica vocal e começou a construir a sua carreira. Em 1941, estreou-se na Ópera Nacional da Grécia, e rapidamente chamou a atenção pelo seu talento excepcional.

O verdadeiro início da carreira internacional de Callas deu-se em 1947, quando foi convidada para substituir outra cantora no papel de La Gioconda na Arena de Verona. A sua interpretação foi um grande sucesso e abriu as portas para uma série de apresentações nos mais prestigiados teatros de ópera do mundo. Durante os anos 1950, Callas tornou-se a estrela principal da La Scala, em Milão, onde colaborou com o diretor Luchino Visconti e o maestro Tullio Serafin, que a ajudaram a moldar o seu estilo interpretativo único.

Maria Callas era conhecida pela sua habilidade em trazer uma profundidade emocional e dramática às suas interpretações, o que a destacava entre as suas contemporâneas. Ela conseguia combinar uma técnica vocal rigorosa com uma expressividade intensa, que permitia explorar os aspetos mais sombrios e complexos dos personagens que interpretava. O seu repertório era vasto e incluía óperas de compositores como Verdi, Puccini, Bellini e Rossini. Callas foi particularmente aclamada pelos seus papéis em Norma, La Traviata, Tosca, e Lucia di Lammermoor.

A sua voz, única e inconfundível, era caracterizada por um timbre rico, uma extensão vocal ampla e uma capacidade de articulação clara e precisa. Apesar de algumas críticas sobre o desgaste precoce da sua voz, possivelmente devido ao rigoroso regime de apresentações e gravações, Callas conseguiu manter um nível artístico elevado ao longo da sua carreira.

A vida pessoal de Maria Callas também foi objeto de intensa atenção mediática. O seu relacionamento amoroso com o magnata grego Aristóteles Onassis, que começou nos anos 1950, foi amplamente divulgado e envolveu muita controvérsia, especialmente após Onassis ter terminado o relacionamento para se casar com Jacqueline Kennedy, a viúva do Presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy.

Nos últimos anos da sua carreira, Callas começou a afastar-se das apresentações ao vivo, com a sua última atuação em palco a ocorrer em 1965. Ela passou a dedicar-se mais às gravações e ao ensino, mas o seu legado como intérprete de ópera já estava solidificado. A sua capacidade de combinar técnica, emoção e uma presença de palco inigualável fez dela uma das figuras mais influentes na história da ópera.

Maria Callas faleceu a 16 de setembro de 1977, em Paris, aos 53 anos, deixando um legado duradouro na música clássica. As suas gravações continuam a ser referência para cantores e amantes da ópera em todo o mundo, e a sua vida e carreira permanecem como um exemplo de dedicação artística e paixão. Callas não foi apenas uma cantora de ópera; ela foi uma verdadeira artista que redefiniu os padrões de performance e interpretação, e o seu impacto ainda é sentido décadas após a sua morte.

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