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Le Livre Muet

de Ramón Gómez de La Serna
idioma: francês
Editor: ANDRE DIMANCHE, outubro de 1998 ‧
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Ecrit à paris, l'hiver 1909-1910, par un jeune homme de vingt et un ans, le livre muet est une ?uvre clé dans l'immense production de ramon gomez de la serna (1888-1963), que valery larbaud salua comme l'un des trois écrivains majeurs de ce siècle avec proust et joyce. Ce livre torrentiel, d'une étonnante modernité, est une véritable auto-analyse à travers laquelle le jeune ramon rejette en bloc une société et une culture sclérosées, dans un désir très nietzschéen de retour, en-deçà des institutions, valeurs, esthétiques, concepts, croyances de tous ordres, à la sauvagerie de l'innocence première. ce qui explique sans doute le rejet immédiat dont il fut l'objet à sa parution et le fait que son auteur, qu'on traita alors de fou, ne l'ait jamais réédité de son vivant. D'une écriture proliférante, débordante, d'une invention verbale proprement prodigieuse, il est le prélude inconnu à un certain nombre d'expériences marquantes de ce siècle qui vont, tous genres confondus, du futurisme et du simultanéisme à certaines grandes proses récentes, en passant par le monologue intérieur et les textes automatiques surréalistes. sa parution aujourd'hui en français permet de redécouvrir l'une des aventures les plus singulières de la littérature européenne du xxe siècle.

Le Livre Muet

de Ramón Gómez de La Serna

Propriedade Descrição
ISBN: 9782869160859
Editor: ANDRE DIMANCHE
Data de Lançamento: outubro de 1998
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Eska Chrono
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782869160859

SOBRE O AUTOR

Ramón Gómez de La Serna

"Ramón Goméz de la Serna, ou simplesmente Ramón, como toda a Europa e América Latina artísticas o conheceram nos anos 20 ou 30, nasceu em Madrid em 1888. Aos vinte anos dirige uma revista literária ('Prometeo') que durou até 1912. Interessado por tudo o que é moderno, funda, em 1915, na Calle de Carretas, não muito longe da Puerta del Sol, a tertúlia do 'Café del Pombo' por onde irá passar toda a 'intelligentsia' espanhola, e não só, atraída pela sua fama de grande mestre do humor e da vanguarda. Tentou criar em Madrid um ambiente cosmopolita e verdadeiramente moderno. Viajou muito - viveu em Paris, Nápoles, Genebra, construiu uma moradia no Estoril onde passou largas temporadas, mas é sobretudo Madrid que palpita na sua obra. Obra imensa - de todos os géneros que existiam e que não existiam: romances ('La Viuda Blanca y Negra', 'La Quinta de Palmyra', 'Seis Falsas Novelas', 'La Nardo', 'La Mujer de Ambar'), crónicas ('El Rastro', 'Toda la História de Puerta del Sol', 'La Proclama del Pombo'&), biografias ('Lope Viviente', 'Ramón del Valle Inclán', 'Goya', 'Oscar Wilde', 'Velasquez'&), ensaios ('El Circo', 'Senos'&), autobiografia ('El Libro Mudo', 'Secretos', 'Automoribundia')& numa lista de duzentos títulos. Foi traduzido por toda a Europa. Com Chaplin e Pitigrilli, foi o único estrangeiro admitido na Academia de Humor Francesa. E Valéry Larbaud, que poucas vezes se enganou, dele disse 'Com Proust e Joyce é um dos maiores escritores do século XX'. Em 1936, com o deflagrar da Guerra Civil, parte para Buenos Aires onde conhecera Luisa Sofovitch que o acompanhou até à morte em 1963."
Jorge Silva Melo no prefácio à obra "Greguerías"

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