Le Livre Du Dialogue

de Edmond Jabès
idioma: francês
Editor: GALLIMARD, fevereiro de 1984 ‧
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«Un livre de plus - non pas en plus - mais de plus, comme il peut y avoir un degré de plus pour la chaleur ou bien dans notre relation à l'écrit et à l'infini. La voie où je me suis engagé est celle tracée par mes livres et chacun fut, à son tour, bénévole poseur de bornes. À l'illimité, ils furent sacrifiés. Une femme est entrée dans la demeure. À celui qui, assis, l'attendait, sans vraiment l'attendre, elle a demandé s'il savait le nom qu'elle aurait voulu porter pour exister. Devant le mutisme de celui-ci, elle s'éclipsa pour, à jamais, disparaître. La cause de l'échec de tout dialogue réside dans notre impossibilité de nous révéler, tels que nous sommes, à autrui. Étranger face à des étrangers. Mais le dialogue se poursuit, précisément là où, à travers le silence où se fonde le livre, il n'est plus que l'affrontement désespéré de deux impuissantes paroles en quête de leur vérité.» Edmond Jabès.

Le Livre Du Dialogue

de Edmond Jabès

Propriedade Descrição
ISBN: 9782070700967
Editor: GALLIMARD
Data de Lançamento: fevereiro de 1984
Idioma: Francês
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Coleção: Blanche
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
EAN: 9782070700967

SOBRE O AUTOR

Edmond Jabès

Edmond Jabès (1912 – 1991) foi um escritor e poeta francês de origem egípcia, e uma das figuras literárias mais conhecidas da literatura francesa após a Segunda Guerra Mundial.
Enquanto judeu egípcio, foi forçado ao exílio pela Crise de Suez de 1956, e fugiu para Paris, onde se juntou à comunidade dos surrealistas, embora nunca tenha sido um membro formal do grupo. Viveu em França o resto da sua vida e, em 1987, recebeu de França o grande prémio de poesia. Uma voz importante na poesia francesa do pós-guerra, Edmond Jabès elude a categorização como escritor. A sua obra é um pastiche de diálogo, aforismo, fragmentos, poesia e canção; grande parte do seu trabalho concentra-se no livro como um lugar no qual as ideias – de exílio, Deus, o eu – são abordadas através de perguntas e de ecos.
Embora fosse ateu, a sua escrita refere-se ao misticismo judaico e à Cabala. Numa entrevista, Edmond Jabès explicou: "Para mim, as palavras 'judeu' e 'Deus' são, é verdade, metáforas. "Deus" é a metáfora do vazio; 'Judeu' representa o tormento de Deus, do vazio." A sua obra demonstra uma profunda melancolia e uma consciência aguda de que o judeu se constitui e permanece sempre no exílio.
"Sempre num país estrangeiro, o poeta usa a poesia como intérprete."

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