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Lá Fora

de Pedro Mexia
Editor: Tinta da China, abril de 2018 ‧
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«LÁ FORA»: AS CRÓNICAS ONDE PEDRO MEXIA EXPLICA PORQUE GOSTA POUCO DE SAIR DE CASA
Prefácio de António Mega Ferreira

Lá Fora não é um livro sobre viagens demoradas a lugares exóticos, sobre passeios venturosos a altas montanhas ou selvas escuras, ou sequer sobre grandes temporadas em metrópoles sofisticadas do mundo ocidental: aqui, Pedro Mexia, uma das grandes personalidades da cultura portuguesa contemporânea, revela, mais do que lugares físicos onde tenha estado, lugares mentais acerca dos quais pensou. Há os teatros e as livrarias de Londres, mas também a Paris, Texas, de Wim Wenders. Há a Lisboa das Avenidas Novas e do Chiado, mas também as viagens de liteira de Camilo Castelo Branco.

Há os verões da infância na Figueira da Foz, mas também a ilha grega de Leonard Cohen. Deambulando por geografias de espécie diferente, Pedro Mexia — cronista, poeta, crítico literário, tradutor e editor — revela neste livro algumas das suas ideias mais interessantes sobre cinema, música, literatura, filosofia, política e religião, ao mesmo tempo que descreve lugares por onde passou e que, de alguma forma, não esqueceu.

«Quem está cansado de Londres está cansado da vida, disse o Dr Johnson. Percebi o significado exacto dessa frase quando fui a Londres pela primeira vez, há dez anos. Estava cansado da vida, a vida às vezes cansa, mas em Londres descobri uma vida nova, uma espécie de epifania sóbria, contida, à inglesa. Por isso digo que foi a minha primeira vez em Londres, embora já lá tivesse ido antes: foi quando descobri que Londres me reconciliava com o facto de estar vivo. […] Em vários momentos da minha vida a ideia de "ir para Londres" ou simplesmente "ir a Londres" representou um projecto, um refúgio, um bálsamo, uma possibilidade.

Foi sempre a vida que eu quis quando quis Londres. E lembro-me de um dia ter tido uma daquelas fantasias juvenis ou aventurosas que costumam aparecer em paragens mais exóticas: "viro aquela esquina e começo de novo, nunca mais sabem de mim". Outras pessoas preferem climas amenos e espaços desafogados e diversões esfuziantes. Mas a minha cidade estrangeira favorita é chuvosa, desagradável à noite, e goza-se melhor portas adentro, educada e tranquilamente, com fleuma quase infalível e aquecimento central.» —Pedro Mexia

Lá Fora

de Pedro Mexia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896714253
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: abril de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 207 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789896714253

um bilhete de ida

Andreia Morais

Lá Fora tem um aspeto que considero importante: a intemporalidade, uma vez que me parece que estes textos permanecerão muito para além da data em que foram escritos. Embora, por vezes, tenha sentido que não tinha referências suficientes para ir a todos os lugares que Pedro Mexia retratou, gostei muito desta viagem, sobretudo, porque acho sempre generoso quando um autor nos mostra o mundo a partir da sua visão, mas sem a necessidade de nos fazer acreditar que aquela lente é a única possível.

SOBRE O AUTOR

Pedro Mexia

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972, crítico e cronista em vários jornais, nomeadamente Diário de Notícias (1998-2007), Público (2007-2011) e Expresso (desde 2011), subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010) e vogal do conselho diretivo da Fundação Centro Cultural de Belém (2016-2023). Escreveu regularmente na revista LER. Participou em diversos projetos das Produções Fictícias, como, por exemplo, É a Cultura, Estúpido (Teatro São Luiz); O Eixo do Mal (SIC Notícias); O Inimigo Público (suplemento do Público); Os Culturistas e O Que Fica do Que Passa (Canal Q). Manteve rubricas de cinema na Rádio Renascença (meados dos anos 1990) e na Antena 3 (2015-2016). Foi coautor, com Inês Meneses, de PBX (2015-2023), um programa da Radar e um podcast do Expresso. Publicou oito coletâneas de poesia entre 1999 e 2021. Editou oito volumes de crónicas e o penúltimo, Lá Fora, venceu o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores – APE em 2018, editou cinco volumes de diários e a peça Suécia (2023), a convite do Teatro Nacional São João. A 10 de março de 2025, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

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