La Doulou

de Alphonse Daudet
idioma: francês
Editor: L'HERNE, maio de 2010 ‧
12,89€
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Ce que j'ai souffert hier soir - le talon et les côtes ! La torture... pas de mots pour rendre ça, il faut des cris. D'abord, à quoi ça sert, les mots, pour tout ce qu'il y a de vraiment senti en douleur (comme en passion) ? Ils arrivent quand c'est fini, apaisé. Ils parlent de souvenir, impuissants ou menteurs. Pas d'idée générale sur la douleur. Chaque patient fait la sienne, et le mal varie, comme la voix du chanteur, selon l'acoustique de la salle. Dans ma pauvre carcasse creusée, vidée par l'anémie, la douleur retentit comme la voix dans un logis sans meubles ni tentures. Des jours, de longs jours où il n'y a plus rien de vivant en moi que le souffrir.

La Doulou

de Alphonse Daudet

Propriedade Descrição
ISBN: 9782851979193
Editor: L'HERNE
Data de Lançamento: maio de 2010
Idioma: Francês
Páginas: 73
Tipo de produto: Livro
Coleção: Carnets De L'Herne
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Linguística e Filologia
EAN: 9782851979193

SOBRE O AUTOR

Alphonse Daudet

Alphonse Daudet (Nîmes, 1840–Paris, 1897) foi um romancista, poeta e dramaturgo francês.
Por dificuldades financeiras familiares, interrompeu os estudos no liceu de Lyon para trabalhar como vigilante de um colégio. Com a ajuda do irmão, aos 18 anos vai para Paris, dando início à sua vida literária. Tendo já publicado uma coletânea de versos (Les Amoureuses, 1858), consegue emprego no Le Figaro e como secretário do Duque de Morny, ministro de Napoleão III. Em 1862 lança um volume de contos, Le Roman du Chaperon Rouge. Torna-se íntimo de Goncourt e Emile Zola.
Em 1866, publica Lettres de Mon Moulin, que coloca Daudet como um dos grandes escritores do seu tempo.
Alistou-se e defendeu Paris (1870) durante o cerco das tropas prussianas à cidade (Guerra Franco-Prussiana), adquirindo experiência bélica. Por problemas de saúde, viajou pela Argélia, onde se inspirou para escrever Tartarin de Tarascon, em 1872.
A seguir escreveu dois romances de grande valor literário, Fromont Jeune et Risler Ainé (1873, premiado pela Academia Francesa) e Jack (1876), este o mais comovente e realista dos seus romances. Filiou-se na escola naturalista, produzindo obra variada e satírica, retratando as personagens da vida parisiense.
Morreu em 1897, depois de anos de sofrimento, causado por doença cerebral. Está sepultado no Cemitério de Père-Lachaise (Paris).

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