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Journal ; 1962-1987

de Edgar Morin
idioma: francês
Editor: SEUIL, novembro de 2012 ‧
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Peu de ses lecteurs savent qu'Edgar Morin a tenu depuis l'adolescence, par intermittence, des journaux intimes dont seule une partie a été publiée, quand une autre a été perdue et une troisième était restée jusqu'ici confidentielle et inaccessible au public.Ce premier tome du Journal, qui couvre trois décennies (1960-1980), réunit des ouvrages déjà publiés, mais pour certains méconnus, et plusieurs textes inédits : Le Vif du sujet (nov. 1962-oct. 1963), interrogation d'un homme en convalescence sur les fondements de ses conceptions, peu à peu entrecoupée par les événements qui marquent sa renaissance à la vie ; le Journal de Plozévet (1965), carnet de terrain de sa célèbre enquête sur cette commune bretonne et témoignage en direct de la mutation de la campagne française ; le Journal de Californie (sept. 1969-juin 1970), découverte d'une Amérique " en transe ", dont le tourbillon culturel croise le propre mouvement de sa pensée ; une ébauche inédite de questionnement sur sa position au sein de la gauche et dans le milieu intellectuel (1973) ; le Journal d'un livre (juil. 1980-fév. 1981), tenu parallèlement à l'écriture de Pour sortir du XXe siècle, et " Le serpent " (oct. 1981), aparté et mise en abyme de cet exercice sur fond de trahison éditoriale ; " Krisis " (1987), enfin, épisode sombre, qui préfigure d'autres " années cruelles ".Loin de ne constituer qu'un volet anecdotique ou un simple exercice de style, ces journaux éclairent la trajectoire d'un penseur hors norme.

Journal ; 1962-1987

de Edgar Morin

Propriedade Descrição
ISBN: 9782020234245
Editor: SEUIL
Data de Lançamento: novembro de 2012
Idioma: Francês
Páginas: 1200
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biographie Seuil
Classificação Temática: Livros em Francês > História > História em Geral
EAN: 9782020234245

SOBRE O AUTOR

Edgar Morin

Edgar Morin (1921-2026), Filósofo e sociólogo francês, nascido em 1921, foi membro, durante a Resistência e no pós-guerra, do Partido Comunista Francês, do qual foi expulso por discordar da orientação oficial. Morin acredita que é necessário efetuar uma "revolução", mas que esta deve ter presente a ideia de totalidade e complexidade do real. Propõe, como alternativa, o conceito de "totalidade aberta" e de "um pensamento planetário", assentes na permanente revisão e crítica dos princípios orientadores, evitando os dogmas e o pensamento único.
Também no domínio da pesquisa epistemológica, a perspetiva de Morin traduz uma inovação. A sua reflexão nesta área incide sobre o panorama da ciência contemporânea que se apresenta como um "mosaico" de disciplinas isoladas e separadas entre si. Esta fragmentação remete para a necessidade de encontrar um novo método, que repense a tradição científica ocidental. Partindo do desenvolvimento das diversas ciências, especialmente da física, da biologia, da cibernética e da ecologia, Morin transmite a ideia de "complexidade", que caracteriza todas as esferas da atividade humana, desde o mundo físico e natural até ao universo das sociedades humanas. Estas realidades (física e social), têm de ser pensadas de uma forma dinâmica e intercomunicativa: o natural não ser entendido desligado do social e vice-versa, e o todo das partes que o compõem, também perspetivados numa lógica de reciprocidade. Em síntese, Morin tem como objetivo ultrapassar a visão reducionista e simplista do Homem e do Mundo, que domina o pensamento ocidental há trezentos anos.

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