Jogo da Cabra Cega

de José Régio
Editor: A Bela e o Monstro, maio de 2015 ‧
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Jogo da Cabra Cega foi o primeiro romance de José Régio, editado pela Presença.

Foi posto à venda por volta de Outubro de 1934 e cerca de três meses depois seria proibido, precisamente em 24 de Dezembro desse ano, sendo apreendidos todos os exemplares existentes nas livrarias e na editora. O mais curioso desta questão é que os "ponderosos" motivos indicados pelos censores não assentaram numa base política, mas moral.

Pelos anos sessenta, três décadas após a apreensão, ainda nos serviços da censura se aludia às várias "indecências" contidas no Jogo da Cabra Cega, assim como às largas descrições do seu realismo assaz "escabroso".

Jogo da Cabra Cega levanta questões interessantíssimas, como a das consequências de diversa ordem que o caso terá provocado no autor, a da intrínseca validade literária da obra e a sua inserção na restante produção regiana.

Jogo da Cabra Cega

de José Régio

Propriedade Descrição
ISBN: 5600818930657
Editor: A Bela e o Monstro
Data de Lançamento: maio de 2015
Dimensões: 119 x 189 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 367
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5600818930657

SOBRE O AUTOR

José Régio

José Régio (1901-1969) é um escritor fundamental da história da literatura portuguesa. Impondo-se como o principal mentor do movimento presencista, Régio criou uma nova postura estética e ética que dominou o panorama nacional durante longos anos. Estreando-se com o livro Poemas de Deus e do Diabo, desde logo se afirmou como uma voz única, que tem na irreverente independência criadora do poema «Cântico Negro» um sinal da sua actualidade, ao ponto de o seu «... não vou por aí!» ter entrado na linguagem comum, no que será um dos casos raros na nossa história literária.
«Diverso e uno», deixou-nos uma obra que se estende pelos vários meios da expressão literária, indo da poesia, do romance, da novela e do conto, ao teatro, ao ensaio e à crítica, passando pela obra íntima, o que faz dele o nosso mais imprescindível escritor e autor em cada género que abordou. Títulos como Poemas de Deus e do Diabo ou Biografia, na poesia; O Príncipe com Orelhas de Burro ou A Velha Casa, na ficção; Benilde ou A Virgem Mãe ou Jacob e o Anjo, no teatro; Ensaios de Interpretação Crítica, no ensaio, ou Confissão dum Homem Religioso, nos escritos íntimos, poderão ser apontados como alguns dos títulos regianos a incluir urgentemente em qualquer biblioteca.

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