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João Ninguém, Soldado da Grande Guerra

de Capitão Menezes de Ferreira e David Castaño
Editor: Bertrand Editora, abril de 2014 ‧
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"Este livro de Menezes Ferreira é um impressivo retrato da participação portuguesa na Primeira Guerra que permite abrir várias portas e colocar questões sobre um conjunto de acontecimentos que moldaram o século XX e condicionaram a história política do país, constituindo um excelente ponto de partida para todos aqueles que pretendem conhecer este momento marcante da história contemporânea universal e as suas implicações em Portugal."

João Ninguém, Soldado da Grande Guerra

de Capitão Menezes de Ferreira e David Castaño

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722528009
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: abril de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 177 x 238 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História em Geral
EAN: 9789722528009

Um documento para se conhecer a participação de Portugal e dos Portugueses na Grande Guerra

Eusébio André Machado

Esta edição de João Ninguém, Soldado da Grande Guerra, da autoria do Capitão Menezes Ferreira, para além da excelente introdução de David Castaño, apresenta um documento fundamental para a compreensão da participação de Portugal e dos portugueses na Grande Guerra (1914-1918). A originalidade da obra, que se pode incluir na linha dos vários "testemunhos" que resultaram de vivência direta da guerra, reside na dupla criação de texto e de desenho do Capitão Menezes Ferreira. Apesar de ambos (texto e desenho) apresentarem prima facie um olhar cândido e simplista da Grande Guerra, sobretudo por um aparente discurso de mitificação e heroificação das qualidades dos portugueses, o que é certo que, subtilmente, há um enviesamento realista, objetivo e até cruel dos horrores da guerra. Particularmente notáveis são as descrições (em texto e desenho) das "paisagens" desoladas da Flandres e da Batalha de La Lys, a 9 de abril de 1918. Numa aparente mitificação do soldado português, corporizado na figura-tipo do soldado João Ninguém, o autor desenvolve um olhar do lado mais fracos, dos mais sofredores e dos mais inocentes: é o olhar dos soldados comuns, oriundos do povo, submetidos a uma guerra absurda num lugar estranho como o "inferno".

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