Das Trincheiras, com Saudade
A vida quotidiana dos militares portugueses na Primeira Guerra Mundial
Editor:
A Esfera dos Livros, junho de 2014 ‧
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SINOPSE
«De noite é que é o inferno. […] os telefones retinem, os estafetas põem-se a andar e o S.O.S. sobe ao céu, no vinco luminoso dos very-lights […] até que se apagam e o mundo é apenas escuridão. […] Ouve-se o crac-crac das metralhadoras que o boche despeja e que nós despejamos. E transida, bafejando as mãos, sem sono, a gente escuta o ecos e o nosso coração doente como um velho relógio tonto oscilando entre a saudade dos que estão longe e a ideia de morrer ali, armado e equipado, sonolento e triste, com um cão sem forças.»
Albino Forjaz Sampaio, oficial português na Flandres.
A partir de Janeiro de 1917, o cais de Alcântara assiste aos sucessivos embarques de tropas portuguesas rumo à Flandres. Em França reúnem-se aos aliados ingleses para combaterem, na I Guerra Mundial, contra o inimigo comum: a Alemanha. A 2 de Abril de 1917, a coberto da bruma da madrugada, entraram nas trincheiras os primeiros soldados portugueses que iriam participar na campanha da I Guerra Mundial, num total de 55 mil expedicionários. Na Flandres, em França, encontraram um novo tipo de guerra. Enfrentaram o frio, a lama pegajosa, o barulho ensurdecedor dos bombardeamentos, habituaram-se ao «corned beef» que os fazia suspirar pelo bacalhau e o pão escuro nacional, adoeceram, sentiram medo, desolação e cansaço. Na frente de batalha, combateram ao lado dos ingleses, com coragem e heroísmo, outros desertaram ou foram aprisionados pelos alemães, e nos momentos de descanso aproveitavam para fugir ao terror dos ataques, jogando às damas, cantando, escrevendo cartas aos familiares ou namorando com francesas, belgas e inglesas, mesmo sem saber uma palavra do seu idioma.
Albino Forjaz Sampaio, oficial português na Flandres.
A partir de Janeiro de 1917, o cais de Alcântara assiste aos sucessivos embarques de tropas portuguesas rumo à Flandres. Em França reúnem-se aos aliados ingleses para combaterem, na I Guerra Mundial, contra o inimigo comum: a Alemanha. A 2 de Abril de 1917, a coberto da bruma da madrugada, entraram nas trincheiras os primeiros soldados portugueses que iriam participar na campanha da I Guerra Mundial, num total de 55 mil expedicionários. Na Flandres, em França, encontraram um novo tipo de guerra. Enfrentaram o frio, a lama pegajosa, o barulho ensurdecedor dos bombardeamentos, habituaram-se ao «corned beef» que os fazia suspirar pelo bacalhau e o pão escuro nacional, adoeceram, sentiram medo, desolação e cansaço. Na frente de batalha, combateram ao lado dos ingleses, com coragem e heroísmo, outros desertaram ou foram aprisionados pelos alemães, e nos momentos de descanso aproveitavam para fugir ao terror dos ataques, jogando às damas, cantando, escrevendo cartas aos familiares ou namorando com francesas, belgas e inglesas, mesmo sem saber uma palavra do seu idioma.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896265977 |
| Editor: | A Esfera dos Livros |
| Data de Lançamento: | junho de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 159 x 236 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 515 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História em Geral
|
| EAN: | 9789896265977 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Essencial para quem gosta do tema
LV
A autora analisa todo o processo de recrutamento, treino e transporte das tropas portuguesas até à frente de combate, em França. Uma vez aí, temos capítulos sobre a alimentação, o vestuário, o equipamento militar, o moral das tropas, a saúde, etc. Um trabalho bastante exaustivo e bem organizado. Recomendado!
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