Já então a Raposa era o Caçador
SINOPSE
Herta Müller, uma das mais proeminentes autoras de língua alemã, combina o vigor imagético e a prosa rítmica numa singular abordagem do totalitarismo.
Na fundamentação da Academia Sueca de Estocolmo, lê-se sobre a autora galardoada com o Prémio Nobel de Literatura de 2009 que «retrata, através da concentração da poesia e a franqueza da prosa, a paisagem dos desapossados».
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Longe de um estilo típico de prosa de denúncia, as palavras de Müller chegam às páginas em fluxos, acumulam-se e adensam-se no espaço do que não é dito, nas zonas do pensamento onde já só parece haver linguagem simbólica, magma onírico. Por vezes, Müller escreve como se a formulação comum da linguagem não fosse já suficiente para o que ela quer expressar, como se não houvesse palavras para tudo. Deixa sempre algo indizível no espaço entre o silêncio e a sua escrita.»
José Riço Direitinho, Público
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722050586 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | setembro de 2012 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 159 x 237 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 240 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722050586 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Fuchs im Walde
AS
A Roménia como a conheci: sem luz, sem vida, sem nada nas prateleiras, as paredes têm muitos ouvidos, mesmo ou sobretudo com conhecidos, os alojamentos precários, a insegurança, as faixas da morte. E, no entanto, Herta Müller transforma tudo num bailado expressionista, objetos, animais e gente como figuras geométricas alinhadas e desalinhadas perante um cenário de floresta, rio, bairros, fábricas que (mal) escondem a crueldade. Réstias de humanidade na aldeia, espécie de reserva, onde os esbirros se desencontram com a vida. Fidelidade-traição-amizade-delação-amor enraizados no espírito para além dos regimes.
romance e ensaio
Miguel H.
Um romance alegórico de uma sociedade insana, manobrada pelo regime totalitário do ditador Ceausescu, que a controlou através do medo, até aos seus últimos dias. Mas também um ensaio sobre o medo na Roménia de Nicolae Ceausescu. Desta forma é um texto montado de forma muito característica em que a autora agrega quadros relativamente autónomos da vida quotidiana de uma pequena cidade romena onde a marca essencial é a vida suspensa daquela gente, naquela terra, naquela época. Uma suspensão de vida causada por um sistema totalitário que embora moribundo obriga ainda e sempre à suspensão das vidas. Uma crua exposição da proposta que aqueles regimes fizeram sempre aos seus cidadãos: não vivam, preparem-se para viver! Uma escrita que agradará a quem gosta de GMTavares, uma história que apetece continuar com a abordagem diferente mas complementar da ACSilva em a noite não é eterna.
A Poesia do Medo
Leonardo Alexandre Aboim Pires
Esta obra relata de forma original os derradeiros dias do ditadura de Nicolae Ceausescu. Numa escrita profundamente poética, mas de um grande realismo, é narrada a vida da professora Adina, perseguida pela Securitate, a polícia secreta romena. Num ambiente dominado pelo medo e pela insegurança, é-nos mostrado o horror da ditadura comunista que apesar de se encontrar no seu estertor não deixa de oprimir os mais fracos. É talvez a melhor obra de Herta Muller
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