Irene ou o Contrato Social

de Maria Velho da Costa
Editor: Dom Quixote, abril de 2000 ‧
Grande Prémio de Romance e Novela APE 2000
Já há 12 anos que Maria Velho da Costa não escrevia aquilo que ela própria chama um romance de longo curso. Depois do anterior "Missa in Albis", publicou contos e teatro (o mais recente foi "Madame", a partir de Eça e Machado de Assis, um êxito retumbante de palco, interpretado por Eunice Muñoz e Eva Wilma). Este seu novo romance , "Irene ou o Contrato Social", tem como figura tutelar Irene Lisboa, embora não se trate propriamente de uma biografia romanceada da escritora. Esta Irene é mais velha que a autora de "Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma" quando morreu, em 1958, com 65 anos. O romance passa-se no nosso tempo (acaba em 1999) e reflecte o imaginário português, e também europeu, dos últimos 10, 15 anos, de forma polifacetada, perturbante, por vezes revoltada.
Em entrevista ao JL (31/05/00) a escritora afirmava: « É um livro muito centrado em vicissitudes pessoais, mas em que a marca da inserção social está sempre presente. Nesse aspecto é um contrato entre mim, e a sociedade (lisboeta, mas também portuguesa) e a coisa europeia.» E mais adiante: « O Orlando (um personagem mulato, mestre na arte dos graffiti) representa o futuro da Europa: ser mestiço. Já cá estão. Já cá estamos: nós próprios somos mestiços culturais, mestiços étnicos, mestiços linguísticos - não falamos só português. A mestiçagem (...) é para mim um dos temas principais deste livro.»

Irene ou o Contrato Social

de Maria Velho da Costa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722017497
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 0 x 0 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 220
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722017497
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Maria Velho da Costa

Nascida a 26 de junho de 1938, em Lisboa, Maria Velho da Costa licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e obteve o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Ficcionista, ensaísta e dramaturga, é coautora, com Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta, de Novas Cartas Portuguesas (1972), um livro que se tornou um marco no nosso país pela abordagem da situação das mulheres nas sociedades contemporâneas e que viria a ser apreendido pela polícia política do antigo regime pelo seu «conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública». A sua escrita situa-se numa linha de experimentalismo linguístico que viria a renovar a literatura portuguesa. Entre outras obras, destacamos O Lugar Comum (1966), Maina Mendes (1969) e Casas Pardas (1977), Prémio Cidade de Lisboa, Lúcialima (1983), Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus, Missa in Albis (1988), Prémio de Ficção do PEN Clube, Dores (1994), um volume de contos em colaboração com Teresa Dias Coelho, ao qual foi atribuído o Prémio da Crítica da Associação Internacional dos Críticos Literários e o Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, e Myra (2008), Prémio Correntes d’Escritas. Em 1997, foi-lhe atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra, que se encontra traduzida em várias línguas. Em 2002 foi distinguida com o Prémio Camões, cujo júri lhe elogiou «a inovação no domínio da construção romanesca, no experimentalismo e na interrogação do poder fundador da fala». O Prémio Vida Literária, da APE, foi-lhe entregue em 2013, dois anos depois de ser feita Grande-Oficial da Ordem da Liberdade. Em 2003 já havia sido feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Faleceu a 23 de maio de 2020, aos 81 anos.

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