Hotel Lusitano
SINOPSE
Os quartos terão agora televisão, haverá um terraço-bar na cobertura, como observa, no prefácio à presente edição, esse americano que quase poderia ser protagonista chamado Richard Zenith. Mas neste Hotel Lusitano, o primeiro romance de Rui Zink, continuamos em casa, ao espelho.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Os espíritos mais simples dirão que é um livro “ligeiro”, mas “pesadas” são a artilharia e a prosa dos sargentos das letras. Rui Zink, que se estreia na novela com este Hotel Lusitano, não parece vocacionado para tal posto. Assenta-lhe melhor, talvez, um qualquer título de miliciano, mesmo de refractário ou desertor. Hotel Lusitano, aliás, é uma espécie de deserção do realismo, a ele recorrendo, apenas, por pura ironia. […] É sobre isto – o que é, enfim, o realismo, o que é uma novela? – que Rui Zink escreve, aproveitando para evocar, ironicamente, alguns tiques e santuários de toda uma geração de intelectuais de esquerda.»
Júlio Pinto, Diário Popular, 1987
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896571610 |
| Editor: | Planeta |
| Data de Lançamento: | março de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 124 x 193 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 168 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896571610 |
OPINIÃO DOS LEITORES
De viés
FGS
O olhar de dois arranha-céus para a Baixa Pombalina, isto é, a visão algo impiedosa de dois « hipsters descolados » de Greenwich Village sobre Portugal, após Carlos Lopes ter vencido a maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Sem saberem onde está localizado Portugal no mapa, decidem os nossos dois companheiros fazerem a viagem para lá do Oceano Atlântico em busca de cultura europeia, e sobretudo à procura do barato ! Uma tinta a óleo sarcástica de Lisboa e dos Portugueses, bem longe das virtudes apaziguadores do gel de banho Badedas que fazia borbulhar os banhos de imersão e dava estilo ao Cais do Sodré naquela altura… Uma escritura à Rui Zink, rasteira, sem floreados, direitinha, sobre, vá lá, os alfacinhas. Sem complacência até que surgir Arminda com as suas mãos de vencedor… e o seu sorriso irresistível como « uma católica depois de fazer um aborto » ! Passeios obrigatórios pelas ruazinhas estreitas dos bairros antigos, encontros sem antecipação com os candongueiros, carteiristas e outras damas de boa vontade na redondeza das praças ribeirinhas… Está na hora. Cintos afivelados para uma última volta sobre Lisboa. Um brinde a Portugal !
de uma assentada
Emanuel Mourão
foi o meu primeiro contacto com um livro de Rui Zink, e logo com o seu primeiro romance, lio-o em menos de um dia - de uma assentada e adorei, abriu-me o apetite para mais; uma metáfora de um hotel e um país, sem esquecer as revoluções, as paixões e as complicações da vida.
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