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Homenagem à Catalunha

de George Orwell
Editor: Antígona, abril de 2019 ‧
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A Revolução Espanhola ocupa um lugar-charneira na obra de George Orwell.

Escrita no final da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) a partir da sua própria experiência na frente de combate, Homenagem à Catalunha é uma obra ímpar onde o autor descreve, com o agudo poder de observação que o caracterizava, o confronto entre os vários grupos revolucionários, incluindo as clivagens internas entre os republicanos.

«George Orwell tinha uma franqueza rara entre a esquerda militante. Dizia o que via, mesmo que isso pusesse em causa o que até então havia pensado, e enquanto outros procuraram disfarçar os seus ziguezagues políticos ao longo das décadas de 1930 e 1940, ele deixou sempre claras as suas mudanças de orientação. Caracterizava-o também um agudo poder de observação, que o elevou ao nível de alguns grandes sociólogos para quem os fundamentos do rigor científico residiam no olhar próprio, e não em inquéritos inspirados pela prospecção de mercado.
A clivagem entre republicanos e fascistas era evidente. Muitíssimo menos evidente era a clivagem interna no campo republicano, opondo de um lado numerosos trabalhadores, que pretendiam converter a guerra civil numa revolução social, e do outro lado o Partido Comunista e a burocracia dos sindicatos anarquistas, para quem se tratava em primeiro lugar de impedir que a guerra civil comprometesse as instituições políticas e económicas do Estado capitalista. Conseguindo ter desde cedo uma noção clara deste dilema, Orwell pôde analisar lucidamente as peripécias da guerra civil.»
João Bernardo

Homenagem à Catalunha

de George Orwell

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726083450
Editor: Antígona
Data de Lançamento: abril de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 213 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789726083450

Viagem ao passado

Manuela Carvalho

Comprei este livro para tentar compreender a guerra civil espanhola, uma vez que a minha mãe fugiu dela com a avó, para Portugal. Essa avó dela que eu não conheci e que teve mais dois filhos homens e, cada um deles em facções diferentes.

Um fascista não tem as calças a cair

luis lopes

Orwell participou na guerra civil espanhola combatendo os insurrectos golpistas de Franco. Dizia Orwell que foi com a intenção de disparar contra fascistas, mas quando viu um inimigo a tentar segurar as calças que caíam, percebeu que não estaria diante de um fascista. testemunhou a crueldade e o absurdo da guerra, entendeu que a razão andava arredada de qualquer lado das trincheiras, apesar das causas mais ou menos românticas defendidas. Este é um relato na primeira pessoa de um humanista, um crítico livre, que lhe valeria muita incompreensão de antigos companheiros de armas

importante para ficar compreender melhor a obra de orwell

tf

Livro importante que nos abre horizontes sobre a restante obra de orwell, dado que aqui documenta a sua experiência na guerra e perante várias facções políticas que viriam a moldar a sua obra.

Extraordinário

Joao Custodio

Apesar de o seu livro mais aclamado ser o 1984 (que e bastante bom), este é, para mim o melhor livro escrito por George Orwell. Para qualquer pessoa que gosta de ler mas tem dificuldade em "sentir-se" dentro do livro, convido-a a ler este livro.

SOBRE O AUTOR

George Orwell

Nascido em junho de 1903, no início de um século marcado por duas guerras mundiais, o estalinismo e o nazismo, George Orwell resume na sua obra os sonhos e pesadelos do mundo ocidental nesse período.
Nasceu Eric Arthur Blair em Motihari, na Índia Britânica. O pai era um funcionário subalterno inglês e a mãe tinha origem francesa.
Após o regresso dos pais a Inglaterra, estudou na escola Henley-on-Thames, onde se distinguiu pela relativa pobreza e pelo brilhantismo intelectual.
Frequentou depois duas importantes escolas inglesas, Wellington e Eton College, onde teve como colegas Cyril Connolly e Anthony Powell. Aldous Huxley foi seu professor. Mais tarde Orwell resumiu essa experiência como "cinco anos num banho tépido de snobismo". Mas foi nessa época que conheceu duas obras que o influenciaram, A Ilha do Doutor Moreau, de H. G. Wells, e O Tacão de Ferro, de Jack London.
Ao abandonar Eton, decidiu não ir para Oxford e entrar na polícia birmanesa, embarcando para as Índias. Nos cinco anos que se seguiram, descobriu a realidade do imperialismo e recolheu material para Dias Birmaneses e para ensaios tão originais como "Matar Um Elefante" e "Um Enforcamento".
Regressado à Europa, frequentou os bairros pobres de Londres, instalando-se em Paris na Primavera de 1928. Atingido por uma pneumonia, foi internado num hospital, cujas condições terríveis inspiraram o ensaio "Como Morrem os Pobres". A convivência com os pobres e os vagabundos forneceu-lhe material para Na Penúria em Paris e em Londres, que publicou em 1933 com o pseudónimo George Orwell.
Em 1936, o Left Book Club propôs-lhe escrever um livro sobre as condições dos operários no Norte do país. Partilhou a vida dos mineiros e confirmou as suas convicções socialistas. Escreveu numerosos artigos numa abordagem que considerava "semi-sociológica", casou com Eileen O'Shaughnessy e correspondeu-se com Henry Miller, que apreciava a sua obra e ironizava com o seu idealismo. Em 1937, decidiu combater em Espanha ao lado dos republicanos, mas, em vez de se juntar às Brigadas Internacionais, ingressou na milícia do POUM, um grupo marxista heterodoxo, lutando na frente de Aragão. Foi ferido, assistindo na convalescência à eliminação pelo Partido Comunista, apoiado pela URSS, das milícias anarquistas e do POUM. Descreveu essa experiência em Homenagem à Catalunha (1938), que lhe valeu inúmeras calúnias.
Em 1939, começou por se opor à participação da Grã-Bretanha na guerra, mas depressa se voltou contra os pacifistas, acusando-os de fazerem o jogo de Hitler. A partir de 1940, fez crítica teatral e de cinema, colaborou na Partisan Review e escreveu notáveis ensaios literários sobre Dickens, Tolstoi e Shakespeare. Em 1942-43, trabalhou para o serviço indiano da BBC, uma experiência que acabaria por o dececionar.
Em 1945, publicou Rebelião na Quinta, que, com Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, seria um libelo contra o totalitarismo estalinista que ameaçava a Europa. Em junho de 1944, o seu apartamento foi destruído nos bombardeamentos de Londres.
Em 1945, após a derrota de Hitler, foi correspondente do Observer em França e na Alemanha. Foi nesse período que a sua mulher faleceu durante uma operação. Em 1948, terminou Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, escrito ao longo de vinte e sete meses, marcados por internamentos em sanatórios por causa da tuberculose.
Em outubro de 1949, casou com Sonia Brownell. Morreu no ano seguinte. Tinha 46 anos.

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