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Histoire De Pierrette

de André Gide
idioma: francês
Editor: FATA MORGANA, maio de 2010 ‧
13,74€
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J'assiste à l'envahissement par la folie du pauvre cerveau de Pierrette. Hier, lorsque je descends pour le breakfast, j'ai la stupeur de trouver la grande table mise (vous savez que je prends mes repas solitaires sur une petite table, près de la fenêtre), avec six couverts préparés. J'ai d'abord cru que G. ou M. étaient venus me surprendre au petit matin, et déjà je m'amusais beaucoup, ne parvenant pas à comprendre quels convives ils m'amenaient. Gide entreprend, en 1921, de noter les progrès de la maladie de la persécution chez sa femme de ménage. La Petite Dame écrira en juin de la même année : «Gide a noté des histoires inouïes, dont il me fait le récit ; chaque jour, il a une heure de conversation avec elle, ce qu'il appelle une cure de conversation. Il a la preuve qu'elle détient dans sa chambre un revolver chargé». En nous racontant la folie de Pierrette, Gide ne nous raconte pas seulement une histoire vraie, il nous rappelle aussi discrètement le bon usage des fictions.

Histoire De Pierrette

de André Gide

Propriedade Descrição
ISBN: 9782851947635
Editor: FATA MORGANA
Data de Lançamento: maio de 2010
Idioma: Francês
Páginas: 40
Tipo de produto: Livro
Coleção: Poesie Fata Morgana
Classificação Temática: Livros em Francês > História > História em Geral
EAN: 9782851947635

SOBRE O AUTOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

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