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Hamnet

de Maggie O'Farrell
Editor: Relógio D'Água, maio de 2021 ‧
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Hamnet é um romance sobre o filho de Shakespeare. Mas esse é apenas o ponto de partida para Maggie O’Farrell construir uma obra actual, que interroga a origem da dor e envereda por caminhos menos conhecidos do amor e da maternidade.

Numa narrativa que mistura realidade e ficção, a autora irlandesa cria uma das mais importantes obras literárias deste início do século XXI.
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Os livros dos filmes dos Globos de Ouro 2026

Nesta edição de 2026 dos Globos de Ouro, dois filmes e uma série ganharam destaque pela forma como transformaram as páginas de livros em experiências cinematográficas marcantes. Descubra as histórias que estão na sua génese! Hamnet, de Maggie O’Farrell Hamnet reinventa a história íntima da família de William Shakespeare na Inglaterra do séculp XVI, ligando a morte de Hamnet, o filho do escritor, aos 11 anos, à génese da obra Hamlet numa poderosa meditação sobre perda, amor e criação. Maggie O’Farrell usa a ficção histórica para iluminar o que os registos não contam, dando voz sobretudo à figura da mãe, Agnes Hathaway, cuja dor se torna o centro emocional do romance. A escrita, simultaneamente lírica e rigorosa, revela como o luto molda não apenas uma família, mas também uma das maiores obras do teatro ocidental. Ao entrelaçar factos e imaginação, O’Farrell constrói um retrato vibrante da resiliência da família Shakespeare. A aclamação crítica — incluindo o Prémio Feminino de Ficção 2020, no Reino Unido — confirma a força desta narrativa. A adaptação cinematográfica de Chloé Zhao, que conta Steven Spielberg entre os produtores do filme, prolonga essa visão, levando para o ecrã a intensidade emocional do livro.
Hamnet arrecadou os Globos de Ouro de Melhor Filme – Drama, e de Melhor Atriz (Jessie Buckley) e foi nomeado nas categorias de Melhor Realização (Chloe Zhao), Melhor Ator Coadjuvante (Paul Mescal), Melhor Guião (Chloé Zhao, Maggie O'Farrell) e Melhor Banda Sonora (Max Richter).

Onde ver?: Cinemas
Data de estreia: 5 de fevereiro de 2026 QUERO LER!»   Frankenstein, de Mary Shelley A força duradoura de Frankenstein reside na forma como Mary Shelley transforma uma narrativa gótica num espelho perturbador da ambição humana. A criação de Victor, costurada a partir de cadáveres e animada pela eletricidade, nasce não de um impulso de cuidado, mas de uma obsessão pelo triunfo científico, desprovida de qualquer reflexão sobre as consequências. Na sua adaptação cinematográfica sombria, Guillermo del Toro expõe como a falta de empatia molda e destrói tudo o que toca. Tal como no romance, a simpatia do leitor/espectador oscila para a Criatura, cuja solidão e desejo de afeto tornam a sua violência trágica, não monstruosa. A jornada do ser rejeitado, dividido entre a ânsia de humanidade e a sede de vingança, reforça a pergunta central de Shelley: quem é, afinal, o verdadeiro monstro. E é nessa tensão entre criador e criação que a obra continua a ecoar na atualidade, sempre inquietante.
Frankenstein foi nomeado para os Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme – Drama; Melhor Realização (Guillermo del Toro), Melhor Ator (Oscar Isaac), Melhor Ator Coadjuvante (Jacob Elordi) e Melhor Banda Sonora (Alexandre Desplat).

Onde ver?: Netflix
Data de estreia: 7 de novembro de 2025 QUERO LER!»   Covil de Espiões – Slowhorses, de Mick Herron A série de livros Slow Horses, estreada em 2010 com o título homónimo (que aqui destacamos) – e com 8 volumes publicados em língua inglesa até 2022 – parte de uma premissa irresistível: Slough House é o reino do velho agente Jackson Lamb, uma espécie de “depósito” para onde o MI5 despacha os agentes que falharam de forma embaraçosa, desde perder documentos secretos num comboio até arruinar operações de vigilância.
No primeiro livro, que corresponde à 1ª temporada da série na Apple TV, o jovem River Cartwright, um desses “cavalos lentos”, passa os dias em tarefas inúteis até que o rapto de um jovem, ameaçado de execução transmitida online, lhe oferece uma hipótese de redenção. À medida que o caso se adensa, percebe se que nada é o que parece — nem a vítima, nem os raptores, nem os interesses por trás do crime. O livro mostra como estes agentes descartados, apesar da incompetência que os marcou, são capazes de enfrentar uma crise que o serviço secreto prefere ignorar.
A série da Apple TV capta esta mistura de tensão, humor negro e falhas humanas com uma fidelidade surpreendente e foi nomeada para os Globos de Ouro nas categorias de Melhor Série – Drama e de Melhor Ator – Drama (Gary Oldman).

Onde ver?: Apple TV+
Data de estreia da 5ª temporada: 24 de setembro de 2025 QUERO LER!»  

Hamnet

de Maggie O'Farrell

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897831249
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: maio de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897831249

O melhor livro do ano

ALC

O Hamnet entrou diretamente para a topo da lista dos melhores livros do ano e ainda nem o ano vai a meio. Foi das coisas mais bonitas que li em anos. É mesmo uma obra prima da literatura, escrito com uma sensibilidade enorme. Daquelas leitutas que ficam connosco muito depois de o livro acabar.

MARAVILHOSO

Eduarda Vieira da Silva

É um Romance histórico, mas muito íntimo. Em vez de focar o próprio William Shakespeare , a história centra-se na família dele, sobretudo na esposa Agnes e na perda do filho Hamnet. A ideia central é que essa perda, pode ter inspirado para a criação do livro Hamnet. O ponto forte é mesmo a forma como explora o Amor à Família e o Luto. Livro Maravilhoso com melodia nas palavras.

Uma boa leitura

DP

Foi o primeiro livro que li da Maggie O'Farrell. Gostei muito da escrita; achei as personagens cativantes. No entanto, na segunda parte do livro fiquei com a sensação de me faltar uma maior ligação ou conexão com a narrativa, comparativamente com a primeira parte. Não obstante, gostei muito e lê-se muito bem. Recomendo!

Brilhante

Sandra C.

Depois de ter lido “Estou viva, estou viva, estou viva”, fiquei apaixonada pela escrita de Maggie O’Farrell, e “Hamnet”, só veio comprovar que não estava enganada, não foi sorte de principiante com o primeiro livro que li desta autora, Maggie O’Farrell é de facto uma escritora brilhante e este é um dos melhores livros que eu já li!! Tendo como ponto de partida a morte do filho de Shakespeare, Hamnet, que morreu aos 11 anos de causa desconhecida, e cuja morte se acredita ter inspirado o pai a escrever Hamlet, O’Farrell transporta-nos no tempo e no espaço para uma história , onde ficção e os poucos factos reais conhecidos, se cruzam em todo o esplendor, dando origem a uma obra extraordinária. Dizer que este livro é sobre a curta vida do filho de Shakespeare é pouco, aliás o nome do seu pai não é mencionado uma única vez durante o livro, ele é o professor de latim, o filho do luveiro, o marido, o pai, o artista...nunca é Shakespeare e por isso, mais do que um nome reconhecido ou a morte prematura do seu filho, a história centra-se sobretudo nas relações familiares, no luto, e na perda dos vários personagens, destacando a mãe de Hamnet, Agnes (Anne), o pilar desta história , e a sua ligação com a mãe , com o irmão , com a madrasta, com o marido, a sogra, com a natureza, com os filhos... Tudo neste livro é brilhante, desde a escrita, à forma, a construção das personagens, as descrições que nos colocam no centro dos acontecimentos, sem nos arrastar...TUDO!! Se ainda não leram este livro, se gostam de romances históricos , ou mesmo se este não é o vosso género favorito, por favor coloquem esta leitura na vossa lista, com uma nota: “prioritária “ Dizer que adorei é pouco, todas as palavras são poucas para falar deste livro.

Comovente

Carmo

Maggie O´ Farrel pegou no pouco que se sabe sobre a vida de Shakespeare e escreveu um livro lindíssimo sobre o delicado tema da perda de um filho. Shakespeare teve três filhos e um deles, Hamnet, morreu aos onze anos. A partir daí, e através de uma caracterização minuciosa de personagens e ambientes, a autora desenvolve um tratado sobre a dor e sobre o quanto é penoso para a família passar a viver com essa perda e ausência constantes. Não minorou o sofrimento do luto mas descreveu-o com muita sensibilidade e emoção, ao longo de uma narrativa sensorial e pictórica que nos comove e envolve.

Hamnet

João S.

O luto e a perda retratados com uma sensibilidade e uma honestidade muito dignas de registo. Mas é essencialmente um livro de amor incondicional. Arrebatador! Dos melhores livros dos últimos anos.

SOBRE O AUTOR

Maggie O'Farrell

Maggie O’Farrell nasceu em maio de 1972 na Irlanda do Norte e cresceu no País de Gales e na Escócia.
Teve várias profissões, como a de jornalista no The Independent on Sunday. Foi também professora de Escrita Criativa na Universidade de Warwick e na Goldsmith’s College, em Londres.
É autora de nove romances, vários deles premiados. O primeiro, After You’d Gone, recebeu o Betty Trask Award. Venceu, em 2010, o Costa Book Award com A Primeira Mão Que Segurou a Minha. A sua obra está traduzida em mais de trinta línguas.
Vive atualmente com a família em Edimburgo.

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