10% de desconto

Gomes Freire de Andrade

Um Mártir da Pátria

de A. J. Rodrigues Gonçalves
Editor: Âncora Editora, outubro de 2017 ‧
12,00€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
Os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, tão caros à Revolução Francesa de 1789, começam a chegar a Portugal no início do século xix. Recrudescem por todo o lado as lutas anti-senhoriais que debilitam o regime real e clerical. Recuam as superstições, os preconceitos e o tradicionalismo, a opressão e a injustiça senhorial. Tudo isto abana consciências e valores na frente ideológica, com a discussão da Razão e das Luzes, nos jornais e na vida pública, e com a ascensão da burguesia, classe social revolucionária à data. O fervor absolutista e conservador contra estes ventos liberais encontra seguidores no Stº Ofício, em Pina Manique, na Igreja, e na Junta de Governadores que então governava Portugal (dada a fuga do Rei para o Brasil em 1807). As principais vítimas do St.º Ofício eram os designados heréticos da filosofia e os maçons, alcandorados estes a bode expiatório do regime. Na sequência destes confrontos ideológicos e políticos, Gomes Freire de Andrade é envolvido numa conjura, sem que exista qualquer prova do seu envolvimento. Regressara a Portugal em 26 de Maio de 1815, já com 58 anos de idade, era um militar de carreira, combatera e fora condecorado, por toda a Europa e até na Rússia, com os mais altos galardões, chegando mesmo ao posto de marechal-de-campo. Era maçon e liberal convicto, e era dotado de um estatuto moral invejável o qual criara inimigos que não esqueciam a sua competência na arte da guerra. Estas teriam sido as razões para ter sido encarado como o chefe do movimento contra a influência inglesa e o regime absoluto, embora não tenha participado sequer na preparação de qualquer ato conspirativo. Após um farsante julgamento, e num ato ignóbil, Gomes Freire de Andrade vê-se privado de todas as honras e privilégios dos cavaleiros das ordens militares, sendo condenado à morte - com mais 11 patriotas - sem quaisquer provas credíveis, e de imediato enforcado e decapitado como qualquer cidadão comum, queimado com alcatrão e as suas cinzas e parte do corpo lançadas ao mar.

Gomes Freire de Andrade

Um Mártir da Pátria

de A. J. Rodrigues Gonçalves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727806195
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: outubro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Coleção: Pessoas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789727806195

Interessante biografia

Tiago Manalvo

O autor A. J. Rodrigues Gonçalves faz um relato biográfico sobre esta controversa personagem do início do século XIX. Sendo um militar conceituado, distinguiu-se pelos serviços prestados ao serviço do Czar da Rússia na guerra contra os Otomanos, na região que hoje é a Ucrânia, no final do Séc. XVIII. Anos depois, já regressado a Portugal, quando o território metropolitano foi invadido pelas forças francesas comandadas por Junot, em 1807, ao invés de como outros desertar, e se ir juntar ao exército luso-britânico que se formou nas praias da Figueira da Foz comandado pelo futuro Duque de Wellington, Gomes Freire de Andrade manifestou a sua obediência ao novo poder invasor que se havia estabelecido em Lisboa. No quadro dessa obediência, aceitou a sua incorporação na infame Legião Portuguesa que foi acantonada pelos franceses e enviada para fora do país, que Napoleão ordenou que incorporasse a força militar arregimentada para a invasão da Rússia em 1812, operação em que Gomes Freire se distinguiu pelo fervor com que desempenhou a sua função, combatendo o exército que anos antes havia servido voluntariamente. Como os restantes militares que sobreviveram a essas campanhas regressou a Portugal após a queda do regime de Napoleão, já absolutamente impregnado dos ideais revolucionários franceses, rapidamente envolveu-se em conspirações para despoletar uma rebelião, ao gosto da de 1789 em Portugal. Frustrado o golpe pelos serviços de inteligência britânica, o General foi julgado e executado por crime de traição em 1817. A Revolução Liberal ocorrida três anos depois restaurou a sua imagem pública, e o regime surgido após 1834 elevou-o aos patamares de mártir da Pátria. Personalidade controversa, merece o seu estudo, que esta obra de certo modo permite, para nos ajudar a entender esse período de profundas convulsões que foram as primeiras décadas do Século XIX.

SOBRE O AUTOR

A. J. Rodrigues Gonçalves

António José Rodrigues Gonçalves nasceu na Vila de Avô, concelho de Oliveira do Hospital, em 18 de outubro de 1948. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa, em 1980. É Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital. Foi Presidente da Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade (ASAE) (2007-2012); Chefe de Gabinete do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor (2005-2007); Sub-Diretor Geral do Tesouro (1998-2005); Adjunto do Secretário de Estado da Saúde (1995-1997); Advogado dos CTT (1993-1995); Diretor de Inspeções e Inspetor Superior dos CTT (1989-1993); Inspetor dos CTT (1983-1989); Especialista de informática (1974-1982) e Controlador de produção (1971-1974). Tem publicadas as seguintes obras: Dr. Vasco de Campos – Obras Completas; A palavra é sagrada; A Vila de Avô, os Concelhos e a História de Portugal; O Foral de Oliveira do Hospital e o seu contexto histórico; O Foral de Avô de 1514 e o seu contexto histórico; Fotobiografia da Sociedade de Recreio Filarmónica Avoense – História da Filarmónica de Avô.

(ver mais)

LIVROS DA MESMA COLEÇÃO

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU