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Furriel Não é Nome de Pai

Os filhos que os militares portugueses deixaram na Guerra Colonial

de Catarina Gomes
Editor: Tinta da China, Janeiro de 2026 ‧
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No seguimento da exibição na RTP do documentário Filhos de Tuga, feito pela autora a partir destas histórias.

Chamavam «resto de tuga» a Fernando e ele não percebia porquê, até ao dia em que descobriu que era filho de um português que combatera na Guiné. Procurou o pai pelo nome que achava que ele tinha, o único nome que a sua mãe decorou: furriel. Uma patente militar é pouco, mas Fernando não desiste.

A história de Fernando repete-se com outros nomes: o de Óscar, sovado todos os dias pelo padrasto, por ter nascido com a pele mais clara; o dos gémeos Celestina e Celestino, que guardam, aos 40 anos, a fotografia desbotada de um jovem militar que não quer conhecê-los.

Não se sabe o número de casos, porque estas contas nunca se fizeram. Catarina Gomes partiu para África levando na mala um dos maiores tabus entre os militares portugueses: os filhos da guerra, crianças que ficaram para trás (em Angola, Moçambique e na Guiné-Bissau) quando terminou o conflito e que há anos buscam uma identidade perdida, sem que o próprio Estado português reconheça a dimensão desta realidade.

Este é o livro que conta a sua história.

Furriel Não é Nome de Pai

Os filhos que os militares portugueses deixaram na Guerra Colonial

de Catarina Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895950058
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: Janeiro de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 208 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 344
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789895950058

Muito bom

João Manuel Aristides Duarte

Um livro que vale a pena ler, sobre os filhos das mulheres nativas dos agoira PALOPS que engravidaram de militares portugueses na guerra colonial.

SOBRE O AUTOR

Catarina Gomes

Catarina Gomes nasceu em Lisboa em 1975. É autora de quatro livros de não-ficção e de um romance. Com Furriel Não É Nome de Pai quebrou um tabu, contando pela primeira vez a história dos filhos que os militares portugueses tiveram com mulheres guineenses, angolanas e moçambicanas durante a Guerra Colonial portuguesa e que deixaram para trás. A obra deu origem a uma série documental da sua autoria, Filhos de Tuga (RTP1). Antes, em Pai, Tiveste Medo? abordara a forma como a experiência do conflito chegou à geração dos portugueses filhos de ex-combatentes. Em Coisas de Loucos mergulha nas vidas de oito doentes psiquiátricos a partir de objetos pessoais que estes deixaram para trás no primeiro manicómio português. O livro foi adaptado a teatro. O seu primeiro romance, Terrinhas, cujo fio condutor são as batatas que os pais da protagonista traziam todos os anos da aldeia de infância, venceu o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís. As quatro obras foram incluídas no Plano Nacional de Leitura. No seu último livro, Um Dedo Borrado de Tinta, conta a história de pessoas que nunca puderam aprender a ler. Foi jornalista do Público durante quase 20 anos. Tem o Master em Media and Communications pela London School of Economics. Recebeu alguns dos prémios nacionais mais importantes da área. Foi duas vezes finalista do Prémio de Jornalismo Gabriel García Marquez e foi-lhe atribuído o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. Foi uma das escritoras convidadas para o Iowa International Writing Program. O seu site é www.catarina-gomes.com

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